O poder está nas palavras. Mas todo ser que respira indaga curioso:  como funciona e por que fazer terapia?

          Primeiro, é feliz quem procura um profissional quando menos precisa. Porque pode nunca sentir necessidade. Mas cadê essa pessoa?

             “A busca por ajuda nunca é um sinal de fraqueza.”  Essa frase escrita pela primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama está num artigo para o site The Huffington Post,  com o objetivo de incentivar as pessoas a procurarem um psicólogo,  psiquiatra ou psicanalista diante de um estado contínuo de aflição ou tristeza.

          O apoio de um profissional costuma ser decisivo para resolver ansiedade, depressão e outras angústias.

             Dizem com grau enorme  de assertividade que fazer terapia é uma tarefa reservada para os fortes, não para os fracos. É um ato de coragem e de amor próprio, disparadamente, digamos assim, enfim.

            Há quem diga que psiquiatra, psicólogo e psicanalista  é coisa de louco, de quem tem problema, de quem não consegue resolver seus problemas sozinho e tantas outras preconceituosas afirmações tipo mimimi de medroso.

           Sei dizer que concordo com a galera franca e direta que afirma que terapia é um ato de coragem e um dos maiores cuidados que você pode ter com você, independe da situação financeira, do sexo, da religião, do time, do estado civil e de todas as desculpas que se acha na hora de tomar decisões favoráveis à autoestima.

                Fazer uma terapia numa determinada fase da vida favorece o autoconhecimento, a avaliação de si e a promoção de novas energias corporais que trazem novos ventos e com eles, novas tempestades, que, sempre, a curto prazo parecem abalar as estruturas, mas com o tempo termina por nos impulsionar para uma vida mais interessante e feliz.

      Atrás da terapia está o propósito dela. E é o propósito que deliberará surpresas e sensações de infinitas possibilidades que não acessamos por puro desconhecimento.

              Toda terapia é sempre é um processo, que, leia-se com ênfase:  p-ro-ces-s-o (será que é assim que separa essas silabas dessa palavra?).

               Em sendo um processo, frisemos, de novo, processo, por isso um acontecimento fenomenológico que  tem como matéria prima o que é colocado em forma dialogal.

            Embora digno de toda concentração e seriedade possível, esse ato pode ser realizado com descontração, bom humor e alegria. Nada tem que ser tenso quando o assunto é a felicidade da gente.

      Normalmente quem chega para fazer terapia sente-se atravessando algum tipo de  momento ruim, e, muitas vezes, vê no tratamento , a esperança, a luz no fim do túnel, e, as vezes, a última tentativa de acreditar em si mesmo e nas pessoas.

           Não é tarefa muito simples, seja o profissional psiquiatra, psicólogo ou psicanalista ou terapeuta holístico. Primeiro que “tudo não é tudo e nada nunca é nada” em se tratando de pessoa, de vida de alguém.

        Daí que sucede termos que entender que trata-se de  um processo. E isso faz com que imediatamente cheguemos à conclusão de que trabalhar pessoas em terapia demanda tempo. E tempo para se cuidar é o que as pessoas fazem questão de mostrar bem grandão que não têm de jeito maneira.

        Mas,  precisamos de tempo. Tempo para sentir, tempo para elaborar, tempo para decidir, tempo para agir.

         Esse tempo nem sempre é possível de ser determinado no início, principalmente se o trabalho for com métodos psicoterapêuticos tradicionais, sejam escolas psicológicas ou psicanalíticas ou mais sério ainda em se tratando de linhas psiquiátricas, que incluem medicamentos, que só pode ser por um médico oficialmente inscrito no CRM com reconhecimento para tal. Este é o limite máximo, o começo, o meio e o fim de toda solução radical para alguém que busca ajuda. 

            É contribuição se os outros terapeutas e a pessoa em questão, juntos,  acionarem o psiquiatra em tempos ainda favoráveis para que o tratamento consiga ser o mais leve possível, mediante decisão do médico. 

         O tempo é escasso, esnobado por ai, raro, mas ele ainda se reserva o direito de depender exclusivamente de cada cliente/paciente. Só depois o tempo produz os resultados que pode mediante a consideração que recebeu com as escolhas de cada um.


            Desprezar o tempo é suicídio lento e gradual.


        Porém, é importante que a terapia tenha um profissional  no seu lugar certo e cliente também tenha claro o que espera do que está sendo oferecido a cada encontro. 

    Ética para o profissional e propósito de vida com autoconhecimento para o cliente/paciente em voga.

          A beleza disso , eu sinto, é justamente não permitir perder a pessoalidade, o caráter dialogal dos encontros de interpessoalidade, salvando o caráter subjetivo de cada indivíduo que vem procurar ajuda, quase sempre por indicação de alguém que confia em nosso trabalho.

       Mas é fundamental que os envolvidos tenham sempre total clareza de que, nenhuma terapia é para sempre, por melhor e mais agradável que esteja o seu processo. 

         Em havendo um problema como alvo, a terapia é só um processo que tem começo, meio e fim.



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