Conhecer quem sou, as minhas limitações e sonhos é o objetivo maior a que me proponho nesta vida.



              AUTOCONHECIMENTO, CONTELAÇÃO FAMILIAR E NEUROCIÊNCIA

             O autoconhecimento é, de longe, o bem mais precioso de um ser humano, consignado à sua “alma familiar”.

            “Conhece-te a ti mesmo”, já diziam os filósofos Platão e Sócrates desde os tempos mais remotos na Grécia.

           “Só se ama aquilo que se conhece”, escreveu em seu livro best seller “Construir o Homem e o Mundo, o francês  Michel, Quoist nos anos 1960-70.

            Também pode ser como está na canção do padre Zézinho, scj, cantada em igrejas no Brasil inteiro: “ninguém ama aquilo que não conhece”.

           Só o autoconhecimento pode nos fornecer os elementos essenciais para percebermos com o que podemos contar de nós mesmos perante os desafios cotidianos.

          A possibilidade interior de uma pessoa que se autoconhece alimentar um sistema mais saudável de autoestima e de autopoder é muito maior.  

         O autoconhecimento empodera, envereda os caminhos para crenças afirmativas, gerando percepções, energias, pensamentos e sensações de poder.

        Pessoas que se auto desconhecem se depreciam diante dos demais, seja ora se colocando como superiores, seja ora se sentindo inferiores. Nos de baixo ela se autoriza a pisar e aos de cima,  porque não conhecem o próprio valor como pessoa humana,  vê-se obrigada a se rebaixar.
         Só o autoconhecimento traz a humildade para admitir quando estamos errados e a força para lutarmos pelo que sabemos que é certo. Esse estado evoluído de consciência fortalece porque não nos comparamos aos demais. Nos reconhecemos como seres únicos, especial, dotados de inteligência para entender a vida e o mundo, vontade para tomar atitudes e persistir sendo quem somos e liberdade para decidir e assumir as consequências das próprias escolhas.
            Nada melhor que o autoconhecimento para percebermos com o que podemos contar de nós mesmos perante os desafios da vida. O autoconhecimento é o caminho principal rumo  à felicidade.

            Tenho milhões de outros argumentos para comprovar o quanto a Constelação Familiar, em tão pouco tempo na história das terapias, tanto influenciou como valorizou esses entendimentos, clareando o passo a passo para se alcançar tão fundamental feito de ajudar cada ser humano a tomar posse da poderosa sensação e posse do poder de autoconhecimento.

               Primeiro porque o processo terapêutico da Constelação é ambientado em cenários fenomenológicos. A fenomenologia constrói uma ligação eficiente do passado ao momento presente e do momento presente ao futuro.

               Em termos gerais, o autoconhecimento ou conhecimento de si é a investigação que se faz de si mesmo e a consciência do que somos e até, inclusive, do que não somos.
           Conhecer a si mesmo jamais terá que ser uma tarefa suicida de se olhar apenas para o passado, como se fizera uma revisão de vida, uma radiografia daquilo que fomos e que porventura podemos não ser mais.

            Só avançamos na vida, crescemos de verdade, se mudamos a partir do autoconhecimento, por escolha pessoal e ação direta em nossa personalidade e experiências de vida.


                 A Constelação é a ferramenta que possibilita conhecer o histórico da alma familiar e refazer periodicamente uma autoanálise para refletirmos sobre porque, onde e como estamos em várias áreas da vida.

                 Quem se familiarizar com essas informações, vai estar  melhor preparado  e terá melhores chances de fazer os devidos ajustes no seu dia a dia para ser feliz.
                             
                 Conhecer a si mesmo do ponto de vista da história familiar para realizar um casamento com nossas escolhas hoje, unindo os tempos num único processo de autodescoberta: “quem sou eu?”

               Sou descendente de todos os antepassados que posso localizar ou sentir, perceber ou apenas agradecer.

                Sou companheiro de jornada de meus irmãos, aos quais influencio e dos quais recebo influencia para formar minha personalidade e emitir para mim próprio, em favor da minha segurança pessoal e felicidade, um conceito meio autorretratado ou autoconceito, melhor falando.

            Saber é poder? Não mais, talvez. Hoje saber e saber que sabe é que confere poder para ser. Mais uma recomendação efusiva da Constelação Familiar.

            Aprender a aprender, ensina-se muito no mundo da Neurociência, essa fantástica ciência em crescimento franco e firme em várias direções, acolhendo inclusive, ao meu ver, o que se aprende e se ensina em Constelação Familiar.

           Por isso, é considerável a necessidade de vincularmos estas duas ferramentas maravilhosas.

           Através da Neurociência se conhece tudo o que fazemos e pensamos, em função  dos comandos no cérebro, por meio de sinapses.

           Além disso, a Neurociência pesquisa o sistema nervoso, seu funcionamento, sua estrutura e suas alterações, com três elementos principais: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos, responsáveis pelo funcionamento do corpo, tanto as atividades voluntárias como as involuntárias.

           Gosto muito de Neurociência como pedagogo que também sou. A Neurociência é  fantástica,  relativamente nova em sua fase maior de retomada.

           Como a Constelação Familiar ainda é pouco estudada em comparação com outras áreas do conhecimento e das terapias.

            Outro ponto convergente é que suas pesquisas contribuem para a melhoria do processo da educação do ser como um todo, incluindo, de quebra, o processo de ensino aprendizagem.
           Nós podemos concordar com os pesquisadores quando afirmam que estamos vivendo o século do cérebro, através desta ciência inovadora.

            Basta nos reportarmos ao contexto histórico e à origem da Neurociência, o início dos estudos sobre ela, o conceito que fundamenta esse termo, os campos de estudos  vinculados às pesquisas da Neurociência e as suas contribuições para o processo de ensino-aprendizagem e/ou até para a educação como um todo, como é de se esperar.

           Ao contrário dos recém criados experimentos fenomenológicos de Bert Hellinger, tão comprovadamente fantásticos, o estudo da mente iniciou-se na Grécia Antiga como princípios filosóficos, a base para a descoberta dos níveis de consciência, que originou os estudos chamados hoje de Neurociência, referindo-se diretamente às bases neurobiológicas.

           Os decorrentes avanços da tecnologia e a aplicação desta nas pesquisas neurobiológicas subdividiram a Neurociência em campos de estudos, beneficiando diversas áreas do conhecimento, entre elas a educação.


           Para podermos avançar mais na direção do que se encontra exposto aqui, ou seja para que possamos olhar a Constelação Familiar em consonância com as outras terapias integrativas a partir da Neurociência, é mister conhecermos mais e o melhor possível as moderníssimas pesquisas sobre o cérebro e suas contribuições principalmente para o processo de percepção da vida e de transmissão do conhecimento, que, antes supõe o autoconhecimento, para mais reconhecimento de quem somos nós .
        

         Afinal, com tudo isso estamos sempre tateando em direção às pesquisas que nos ajudem a encontrar cada mais vez um sentido para a vida, de preferência, claro, para a nossa própria vida.

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