“Como ciumento sofro quatro vezes: por ser excluído, por ser agressivo, por ser doido e por ser vulgar.” (Roland Barthes)


Das emoções humanas o ciúme é uma das mais potentes que um ser humano pode na vida.

As vezes ele aparece em forma de cuidado por alguém, mas sem as devidas precauções, o ciúme pode se transformar em impulsos maléficos de posse e insegurança, margeando o descontrole emocional, causa do desejo excessivo por pessoas e objetos.

O ciúme é sentido por gente de todas as idades e se manifesta por meio de “emoções à flor da pele”, através do desgosto, desconfiança, descontrole, desânimo etc., que podem deflagrar atitudes agressivas.

Os especialistas catalogaram seis tipos de ciúmes mais comuns. E você pode conhece-los agora:


1. Ciúme normal


O ciúme normal é uma resistência ao medo da perda, funciona como um mecanismo de defesa, para nos proteger da angústia trazida por algum descaminho.


2. Ciúme entre casais


Esse é o ciúme mais impetuoso, em que um dos enamorados sente desconfiança do outro, que se converte em medo constante de perder o parceiro/a. Ele produz conflitos entre os casais, onde uma das partes tem insegurança de perder a pessoa amada, que acaba em reações desgastantes.



2. Ciúme entre irmãos


Muitos pais acham que o ciúme entre irmãos contribui para o amadurecimento dos filhos. Mas, será?
O ciúme entre irmãos aumenta a briga pelo afeto dos pais. Essa relação provoca traumas na fase adulta dos filhos, que vem à tona, na disputa pela herança da família.



3. Ciúme e inveja


O ciúme que está relacionado à inveja gera ganância, pelo desejo de ter algo que pertence aos outros.
Esse tipo de ciúme tem um apego enorme aos bens materiais. Coisa que os ciumentos negam partilhá-los com alguém, mas que pode se transformar numa patologia quando o ciúme sucumbe à inveja.



5. Ciúme e literatura


Mesmo que o ciúme seja um sentimento pessoal, particular, íntimo entre as pessoas, ele é um tema público, difundido através de filmes, músicas, teatro, telenovelas e demais manifestações artísticas.

Justamente porque, em todas as épocas, a força dramática do ciúme fez dele um assunto que seduz os poetas, compositores, roteiristas e escritores.



6. Ciúme patológico


O patológico é o pior tipo de ciúme que existe, pois sobrevive de uma desconfiança atroz do outro.

Tais ciumentos criam ideias delirantes: temem que seus parceiros/as sejam adúlteros.

Trata-se de uma espécie de perturbação paranoica, de que estão sempre metidos num jogo de traição, sentem que podem ser vítimas de uma conspiração, visto que não diferenciam a fantasia da realidade, tornando-se indivíduos possessivos, que retroalimentam continuamente um exaustivo desejo de vingança.


...............................................................


Concluindo, a vida nos ensina a superar os ciúmes, por seus “altos e baixos”.

Contudo, existem sujeitos que não conseguem libertar-se dos ciúmes classificados como patológico e como invejoso, necessitando de terapia para não adoecer a si mesmo e não adoecer ou perder as pessoas que lhe são queridas.

0 Comentários