Para ser um bom professor é preciso tratar com igualdade todos os alunos.

É muito comum sentir admiração por alunos que têm um melhor desempenho, mas é importante lembrar que aqueles que têm maior dificuldade precisam de maior atenção.

Outra qualidade é a busca por inovação. Não se ater ao programa que deu certo no ano passado, ou ao material, ou as técnicas.

  Ler, apresentar novos materiais, nova metodologia poderá deixar sua aula mais dinâmica, seus alunos mais
motivados e você aprenderá muito com isso.

Além de ensinar o conteúdo proposto, é preciso ensinar a respeitar a si mesmo e ao outro, ensinar a trabalhar colaborativamente, ouvindo a opinião do outro, sabendo
também expor a sua opinião.

Não há motivação maior que a curiosidade.

Mas saber despertar no outro essa postura não é tão simples quanto parece, mas é um modo de convencer a buscar respostas, a pesquisar, a estudar.

O aluno também precisa sentir proximidade com seu professor e não há nada melhor para conseguir essa proximidade do que saber o nome de seus alunos.

Se você não é bom com nomes, tente fazer a chamada e buscar o aluno na sala de aula.

Existem muitas técnicas para memorizar nomes, busque no Youtube por tutoriais que as ensinem.

O professor deve chegar à sala de aula antes do horário, de modo a conseguir receber seus alunos.

É como se o professor fosse o anfitrião e os alunos, as visitas. Isso dará maior segurança ao professor.

Conteúdo é tudo. Se o professor não sabe o conteúdo, não há didática ou recurso que dê jeito dessa falha.

Se é uma disciplina nova em que você nunca atuou e tem pouco conhecimento, pode saber que terá que ter o dobro do tempo de preparo da aula do que se fosse uma disciplina que você já conhece.

Não há nada pior que professor que não conhece o conteúdo sobre o qual está falando.

Sempre que puder, faça uma dinâmica com os alunos. Não precisa ser nada muito requintado, mas que relacione a teoria à prática daquilo que está se propondo a ensinar, pois o que aprendemos fazendo é um conteúdo que mais facilmente se memoriza.

Aproveite os momentos com os outros professores da instituição para discutir técnicas que deram certo, aprendendo com eles.

Verifique que os desafios expostos por todos serão muito parecidos com os seus. Isso nos dá força e coragem para
continuarmos na busca por uma docência melhor.

Sugestão: no primeiro dia de aula, entregue aos alunos o seu contrato didático.
Esse contrato é um documento que deve conter a ementa e os objetivos da disciplina, depois, sequencialmente e por data, o conteúdo de cada aula e, finalmente, as referências
bibliográficas que você indica para a leitura e fundamentação dos trabalhos dos alunos.

A cada aula, lembre os alunos que trabalhará tal conteúdo, tendo por base o contrato didático. Assim, você facilita o seu trabalho, pois já sabe o que deverá trabalhar em
cada encontro e prepara o seu aluno para o que ele vai receber no próximo encontro.

Se tiver alunos participativos, estes já farão as leituras recomendadas antes da aula, contribuindo para o enriquecimento da aula.

Sempre que expor um novo conhecimento, busque fazer analogias com o mercado de trabalho.

Exemplos de práticas são muito enriquecedoras. Se os alunos já atuam no mercado, poderão contribuir muito para o desenvolvimento das aulas.

Ao final da aula, faça uma retrospectiva do que foi visto. Peça aos alunos que deem feedback de sua aprendizagem. Às vezes, o que um aluno não compreendeu com sua explanação pode se tornar mais claro na fala do colega.

Tente trazer em cada aula um questionamento. Proponha um debate, nem que seja algo rápido.

Isso dinamiza a aula, amarra tudo e faz com que os alunos precisem refletir sobre o que já sabem a respeito do conteúdo para que consigam expor com maior habilidade suas ideias aos demais, organizando mentalmente a sua aprendizagem.

Mesmo que seja uma aula que já está acostumado(a) a trabalhar, invista um espaço de tempo para organizar um roteiro do que fará em cada aula.

Muitos professores adotam a metodologia da maçaneta – aquela em que só pensam sobre o conteúdo que vão abordar ao encostar-se à maçaneta da porta da sala de aula.

Os alunos sentem e, assim, se desmotivam. Com um bom roteiro que inclua slides, filmes, questionamento, reflexões, ficará muito mais fácil trabalhar.
Por fim, claro que título é importante. Ser especialista, mestre ou doutor atribui certo grau de aprofundamento naquilo que está trabalhando.

Mas, enfim, as vezes é bom cuidar para que isso não se torne um modo de coagir os alunos.

Eles precisam nos respeitar por nosso conhecimento e nossa posição na instituição, mas também devemos respeitar o conhecimento prévio que trazem, especialmente se já atuam em suas áreas de formação.

Se trabalharmos de modo colaborativo, as aulas serão mais dinâmicas, com maiores chances de atingir seu objetivo: fazer com que os alunos não só compreendam os conteúdos ensinados, mas percebam a importância desses conteúdos para a sua prática profissional.

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