No mistério da vida, face ao encontro do que é natural em nós com o que é sobrenatural, a generosidade é considerado por dois ângulos.

               Interessantes pontos de vista qualquer um dos dois.
               No ângulo natural, considerando a natureza humana, a conjuntura do ser animal racional dotado de inteligência, vontade e liberdade, ser generoso(a) pode muito bem ser uma escolha pessoal.
          
              Uma escolha baseada muitas vezes no histórico familiar, na educação recebida, na preocupação sócio-política e na constituição interna das emoções e uso consciente da razão.

                Em certos casos, pode-se incluir a conveniência social e os interesses conjunturais no emprego, no agrupamento social e até nos clubes de serviço.

               Como também cumprindo a legislação vigente, que sempre encaminha para uma convivência coletiva justa, que, para promover o bem comum e o bom atendimento a todos, se mantém da utilidade da vida humana.

               Um homem, uma mulher conseguem, por isso, internamente, escolher ser uma pessoa generosa por esses motivos que canalizam o sentimento de compaixão e de misericórdia.  

              Mas, o espírito profundo de caridade, o respeito e visão do outro como outro, para enxergar verdadeiramente a necessidade alheia por ser alheia nós necessitamos de receber um dom.

      


             O dom da generosidade vem do amor ágape, do amor incondicional que transborda do amor divino para o nosso coração. Ai fazemos uma escolha que é receber esse dom, conforme está na Bíblia:

             “Que cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7

              Na mesma carta Paulo diz mais: 

             “Ele fará com que vocês sejam sempre ricos para que possam dar com generosidade. E assim muitos agradecerão a Deus a oferta que vocês estão mandando por meio de nós. 2 Coríntios 9:11.

              Entre o natural e o sobrenatural é bom distinguir bem. As vezes o ser humano até dá, mas sem aquela facilidade, sem alegria e ainda esperando algo em troca, porque a carne é fraca e estamos dando sem o poder da doação.

              A relação que temos com as nossas "coisas" é complicada, mas a felicidade que sentimos com elas é temporária. A felicidade verdadeira e duradoura, com certeza, vem de escolhermos experiências que nos aproximam de Deus.

            Em outro artigo, nesse mesmo blog vamos publicar um estudo que temos sobre COMO SER GENOROSO A PARTIR DA CRENÇA DE QUE A GENEROSIDADE É TANTO ESCOLHA PESSOAL QUANTO DOM DE DEUS.

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