Nos Estados Unidos, a cada 200 jovens da geração online, ao menos 40 deles não têm e aparentemente mal percebem a falta de amigos. Embora sofram as consequências da solidão e da falta de um sentido social para a vida.

          É a geração dos Millennials, que ainda pouco estudamos o seu comportamento e estilo de vida, de padrão consumo, de sua escatologia.

          Tem sido pauta de discussão e causa de um certo frenesi nos meios em que se lida com pessoas, seja na Neurociência, Medicina em geral, Religião, Psicologia, Psicanalise, Psiquiatria, Terapias Holísticas, Marketing, Publicidade, Mídia.

         Cada vez mais evidencia-se a real necessidade de atualizar nossos conhecimentos para acompanhar essa renovação.

          Até hoje quem mais evoluiu nessa direção foram alguns setores dos meios acadêmicos direcionados à indústria da produção, que vê no jovem uma peça na engrenagem de produção, como na gestão de equipe ou vendas ou tendências.



         Mas, será que sabemos quem são os millennials?

         Vamos olhá-los com olhar terapêutico?

        Conhecidos como geração Y, os millennials representam uma faixa demográfica já bem considerável da população mundial.

       Os estudiosos diferem na escolha da data, mas considera-se que essa geração seja daquelas pessoas nascidas entre o período da década de 80 até o começo dos anos 2000.

       Essa nova geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Vivendo em ambientes altamente urbanizados, os millennials presenciaram uma das maiores revoluções na história da humanidade: a Internet.

         A Internet tem papel fundamental nessa caminhada que trouxe a humanidade para onde o lugar em que está hoje. Basta olhar os avanços permitidos pela maior conectividade com pessoas, serviços e produtos.
        As interações virtuais mudaram não só as relações midiáticas e sociais, mas também as relações de trabalho, de comunicação interpessoal.
      
    É só pensar no potente mercado digital, há décadas, em permanente ascensão e o seu alcance mundial.

         Pessoas da geração Y me perguntam:

        “Como que vocês viviam sem o Google, cara?”
         Sim, respondo, as pessoas viviam. Se, melhor ou se pior, inclui uma escolha pessoal que sucede um juízo de valor intransferível.

         Mas não vamos negar, o Google contribui, ele trouxe uma porção de novas utilidades, novas maneiras de se obter conhecimento, viver, pesquisar, se relacionar, se expor, de fazer negócio e um novo mundo com tudo a ser explorado.

             Mas qual a relação desse fenômeno com os millennials?
        
        Ora, por exemplo, voltando aos EUA, 1/3 desta geração  admite sentir solidão grande parte do tempo ou o tempo todo.

         A sociedade precisa começar a se preocupar de verdade com as consequências dessa solidão e do seu impacto na estrutura familiar, no presente e no futuro

       Um estudo da empresa YouGov mostra que 1em cada 5 pessoas da geração millennial nos Estados Unidos - 22% - não têm amigos, o que significa que esta é a geração mais solitária naquele país, superando inclusive a dos avós.
    
    O estudo bem direcionado, que pesquisou 1.254 adultos com 18 anos ou mais, revelou ainda que 27% dos millennials não têm amigos próximos. Cerca de 70% deles indiciaram ter um melhor amigo, mas, não puderam ser confirmados perante os outros dados que indicaram que este provavelmente vem a ser o seu único amigo.

       E tem mais: 1/3 dos participantes da pesquisa admitiu que tem dificuldades em fazer amigos, 53% atribuem essa dificuldade à sua timidez e 27% dizem que “não sentem  necessidade de ter amigos”.

        O estudo não detalhou os resultados que demonstra, mas seus autores indicam outro estudo publicado no Journal of Social and Clinical Psychology que relaciona as redes sociais com uma menor qualidade de vida.

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