Foi num 2 de agosto, há 30 anos, que vi o Gonzaguinha chorar pela primeira e última vez. 

             Chorei junto e o acompanhei até o aeroporto. Da cadeira de rodas seu pai voava para um lugar em que ele também se foi num acidente. 

              Eu não fui ainda, mas quero muito vê-los, amigos. Mandem notícias. Aqui deu certo.




            De 94 para cá sou pai de um filho divinal, cineasta hoje, até já se acertando com o Daniel Gonzaga porque quer porque quer e vai recontar em filme a história de vocês. Do Gonzaguinha mais propriamente. 

Vai ser legal porque o garoto companheiro está concluindo dois belos documentários sobre amigos nossos comuns das antigas:, o incrível jornalista Dermi Azevedo, aquele lá do Rio Grande do Norte, que atirou contra a ditadura batucando palavras de informação, educação e consciência pela editoria de grandes veículos e devalguns alternativos, lembra? É o outro é Grande Otelo, viva, pelo centenário de nascimento acontecido há quase cem anos porque a verba custou a aparecer e quando apareceu foi curta demais.

 Não façam muito barulho aí. Mas também não fiquem quietos. Senão vão pensar que vocês morreram. Não mesmo. Nós não deixamos.

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