TREZENTOS MILHÕES DE PESSOAS HOJE SOFREM DE DEPRESSÃO NO MUNDO. A HUMANIDADE SANGRA, ENFERMA E INFELIZ. 




           Se você sofrer de depressão, tiver pensamentos autodestrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém deverá consultar um profissional, que pode ir do terapeuta holistico ao psiquiatra, passando pelo psicanalista, psicólogo ou clínico geral.

          Aqui nós vamos nos dirigir com força àquelas pessoas que se sabotam e escolhem disfarçar a terrível doença da depressão.

          Sorrir é sinal de felicidade? Não, principalmente nesse mundo calcado em valores falsos, na hipocrisia e na mentira, no aparente sucesso exibicionista, consumista e preconceituoso, que só valoriza quem esconde suas falhas para transparecer que é o espermatozóide vencedor, que deu certo na vida em tudo.
      
          Nesse tipo de mundo estar com depressão é feio, contraproducente e negativo. Admitir uma doença soa como  coisa de perdedor. 

          Descobri tudo isso a duras penas, em consultório. As pessoas fingem muito uma felicidade aparente. A dura lex do mercado é cruel, mas sed lex. Além de quem se impõe fingir um sucesso de vida saudável inexistente, há quem seja capaz de sorrir, viver momentos alegres e, ainda assim, nutrir sentimentos suicidas.

           O incrivel dr. Dráuzio Varela vem mostrando isso numa série do programa Fantástico da Rede Globo, que começa hoje, domingo, 4 de agosto de 2019.

          São aquelas pessoas afetadas pelo que se conhece popularmente como ‘depressão sorridente’, que, em termos médicos, se chama depressão atípica; bemexplicada por Olivia Remes, especialista em ansiedade e depressão da Universidade de Cambridge, num belo artigo na publicação científica "The Conversation".


          A dra. Olivia Remes pondera maravilhosamente bem o quanto é difícil identificar aquela(es) que sofrem da doença exatamente porque os sintomas são frequentemente mascarados por falsas demonstrações de felicidade. 

         Essas pessoas, muitas vezes, são como artistas da vida real, interpretando um personagem social, sem motivo aparente para estarem deprimidas: têm um trabalho, uma casa, amigos, conforto e até cônjuge e filhos.

         Alguns sintomas, contudo, podem ajudar-nos a detectar quando alguém - ou nós mesmos - está deprimido, ainda que dê mostras pontuais de felicidade.


                                       Os sintomas


        Apesar de variar de pessoa para pessoa, estes são os mais sintomas mais conhecidos:


- Uma melhoria temporária do estado de ânimo - provocada, por exemplo, por boas notícias, a mensagem de um amigo ou um elogio do chefe - seguida de uma recaída;


- Aumento do apetite e ganho de peso;


- Dormir durante muitas horas e, ainda assim, sentir sono durante o dia (enquanto outros tipos de depressão fazem as pessoas dormirem menos);


- Sensação de torpor e peso nos braços e nas pernas em vários momentos durante o dia;


- Maior sensibilidade a críticas e rejeição, que pode afetar as relações pessoais e de trabalho.


                                          Doença mais perigosa

        Pela dificuldade de se perceber que uma pessoa que aparentemente se encontra bem está com depressão torna-se esta variante da doença mais perigosa do que as outras.

        Mas há outros fatores que agravam esses casos, segundo a especialista.

        Acrescente-se que aquele que sofre da doença atípica demora mais a procurar tratamento por não conseguir identificá-la. Por outro lado, esses mesmos indivíduos costumam ter uma maior dificuldade para reconhecer emoções.

        Além disso, a capacidade daqueles que sofrem deste tipo de depressão de continuar a realizar eficazmente as atividades do dia a dia pode ser contraproducente.

         Escreve a dra. americana: 
         "A força que têm para seguir com a vida diária pode deixá-las especialmente vulneráveis a levar a cabo pensamentos suicidas. 
Isso contrasta com outras formas de depressão, nas quais as pessoas podem ter pensamentos suicidas, mas não energia suficiente para levá-los adiante”.

        O socorro pode vir por meios os mais inesperados possível. Mas o tratamento mais forte geralmente envolve a prescrição de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

       Olivia Remes acrescenta, ainda, a realização regular de exercício físico e a prática da meditação, que, segundo ela, têm trazido bons resultados na prática clínica.


       

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