Vamos propor um exemplo cotidiano, bem concreto, para entendermos adequadamente quais são as fontes do conhecimento? 

        Quando nós dizemos ‘o ar é essencial para viver’, o fazemos a partir da observação de que ninguém pode viver sem respirar o ar, confere?

        Este é um tipo de conhecimento experimental, empírico, pois pode ser facilmente observado, posto que as pessoas ques estão vivas, estão respirando.

       Mas, talvez, distraidamente você não tenha percebido, quando elaboramos que sem ar ninguém sobrevive, estamos concluindo que o ar é necessário à vida, qual seja, digamos, a consciência do conhecimento constrói uma relação conceitual complexa entre ar, vida e sujeitos. 

        Faz sentido para você?

        Essa conexão causal entre os aspectos da realidade, realizada pelo pensamento não é dada na realidade em si mesma, o que nos leva a concluir que no conhecimento existem elementos
que nos chegam da realidade e outros que se constituem no pensamento. 

       Para ser eficaz e eficiente como terapeuta, ando estudando muito física quântica e neurociência hoje em dia. Linkando tudo isso às antigas aulas de Pscologia Racional, Cosmologia, Fenomenologia e Epistemologia da velha Puccamp, Unicamp e USP: 

       Qual a verdadeira fonte do conhecimento, a experiência ou a razão?

        Para Hessen “chama-se racionalismo (de ratio, razão) o ponto de vista epistemológico que enxerga no pensamento, na razão, a principal fonte do conhecimento humano.” 

       O conhecimento racional é aquele que tem as características de
necessidade e validade universal. 

      Se a razão afirma que tal conhecimento é de determinada maneira e não pode mudar, segundo as regras da razão e vale sempre em todo lugar, esse é um conhecimento racional. Exemplo claro deste tipo de conhecimento é a proposição: "as partes são menores que o todo". 

       Se eu afirmasse o contrário a razão mesma percebe que algo estaria contraditório e não seria possível dizer que este é um conhecimento de origem racional.

        Contrário ao racionalismo, surgiu o empirismo (de empeiría, experiência), que afirma ser a experiência a fonte do verdadeiro conhecimento. 


        O apriorismo racional vem fortemente negado pelo empirismo, ou seja, a razão não tem nenhum elemento que não lhe tenha sido entregue senão pela experiência. 

        O ato de cognição retira seu conteúdo não da razão, mas da experiência. O ser humano nasce uma ‘tabula rasa’ sobre o qual somente a experiência pode escrever algo.

         Todos os conceitos que elaboramos são possíveis porque experienciamos os mundo que nos envolve. 

         Neste sentido quando somos crianças e depois adultos,
vamos construindo o conhecimento a partir das percepções sensíveis da realidade.

         E somente a partir dessas percepções é possível construirmos os conceitos gerais e representações concretas.


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