De 0 a 10, quanto de valor você dispensa à linguagem corporal?


               Dentre as formas de comunicação disponíveis, há essa que desde os primórdios é responsável basilar pelo processo de entendimento entre as pessoas em suas relações humanas.


                A expressão facial é a forma de comunicação mais antiga, usada inclusive por certos animais.


                 Dizem que no ser humano são expressões que vêm programadas no cérebro desde que somos apenas bebês no ventre de nossa mãe.


                Esses tipos de linguagem nos ajudam a atingir os propósitos de vida e seus objetivos, seja de forma direta ou indireta.


                As formas de expressões faciais, por exemplo, apontam para definir o que os outros podem achar de nós, e consequentemente construir a nossa imagem social perante os olhos dos alheios.

                 Tendo em vista a importância desse tipo de comunicação, a linguagem corporal vem sendo altamente estudada por diversas universidades, entre elas as prestigiadas Harvard e Princeton.



               Gostaria de demonstrar claramente como suas ações corporais podem influenciar diretamente no que as pessoas julgam de você.



             Será que seu rosto expressa completamente suas emoções?


         Embora ao longo da historia possamos ter crescido aprendendo a interpretar as intenções do outro através da expressão facial, muito recentemente a Universidade de Princeton, EUA, comprovou que o corpo, com ou não influencia da expressão do rosto, demonstra muito mais sobre como o estado do indivíduo.


            O experimento da universidade consiste em mostrar fotografias para voluntários interpretarem. E nas fotos, a imagem de dois jogadores de vôlei, um ganhador e outro perdedor focalizando a reação de seus corpos e rostos.


              Alguns participantes receberam imagens de corpos e rostos, outros apenas imagens de rostos, assim como outro grupo apenas dos corpos.


             O resultado foi que grande parte dos participantes conseguiu deduzir quem havia ganhado e quem havia perdido em sua maioria pela expressão do corpo.


               Isso se dá, pois quando nos expressamos de forma intensa, nosso rosto tem praticamente a mesma expressão, enquanto nosso corpo, age de forma diferenciada conforme a situação.


              Enquanto isso, a Universidade British Columbia provou também através de fotos de atletas, que diante de uma vitória, tanto um atleta cego, quanto um atleta sem dificuldade visual, possuíam as mesmas expressões faciais e corporais diante da mesma situação.


             O estudo comprova a teoria de que nossas expressões são programadas desde o nascimento, o que explica os deficientes visuais terem a mesma reação que os que enxergam.


             Por isso, se a nossa linguagem é tão poderosa assim, como podemos utilizá-la ao nosso favor?


            Aprendemos com a psicóloga e professora de Harvard, Amy Cuddy, como melhorarmos nossa postura corporal para abrirmos novas oportunidades.


            Amy Cuddy é uma psicóloga bastante conhecida após apresentar seus estudos com base no poder da linguagem corporal na vida humana.


             Formada pela Universidade do Colorado, Amy atua como professora da Harvard Business School, e atualmente contribui para as pesquisas desta e de outras instituições.


             Segundo Amy, existem dois grupos de postura corporal,  classificadas como: “poses poderosas” e “poses sem poder”.


             As poses poderosas possuem mais abertura, cabeças erguidas e olhos atenciosos, há relaxamento e segurança, como se de fato, a pessoa estivesse no controle da situação.


               As poses não poderosas, mostram pessoas com braços cruzados, pernas entrelaçadas, corpo curvado para frente, cabeça baixa e olhar perdido.


               A pesquisa de Cuddy revelou também que as pessoas que possuem poses poderosas ajudam as pessoas a conseguir melhores empregos, assim como se sentirem melhores, mais seguras e como consequência, bem-sucedidas.


               Como se não bastasse, Cuddy explica que dentro de nosso corpo há diversos processos acontecendo, principalmente envolvendo os hormônios, e tudo isso com uma simples mudança de linguagem corporal, como um cruzar de braços.


             Os dois hormônios principais responsáveis pelas mudanças: a testosterona e o cortisol.

               Enquanto a testosterona ativa nosso foco, atenção, liderança e nos dá mais poder, o cortisol por sua vez nos deixa mais oprimidos, impotentes e resistentes ao estresse.


                O experimento de Cuddy mostrou que as pessoas que foram para entrevistas de emprego e aplicaram as poses poderosas durante o processo de recrutamento, não só conseguiram impressionar e conseguir a vaga, como também elevar seus níveis de testosterona.


               Da mesma forma que proporcionalmente, as pessoas que aplicaram as poses sem poder, não tiveram tanto sucesso no recrutamento, e ao invés de aumentarem sua testosterona, tiveram o aumento do cortisol.


              Essa pesquisa comprova que, quando mudamos nossa postura, não conseguimos apenas mudar nossas oportunidades, mas sim, o que somos.


               Com isso, Cuddy afirma que podemos não só fingir para alcançar um propósito, mas, fingir até sermos de fato esse tal propósito.

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