Amor consciente e maturidade emocional podem contribuir mais do que um romance de conto de fadas?





             O alicerce do relacionamento amoroso é o relacionamento consciente.


              Quem investe nisso, investe em si mesmo, pois jamais se arrepende.


              Como psicanalista em consultório encontro cada mais casos assim, pois os contos de fadas, os romances com sapatos de cristal e fadas madrinhas em que no fim tudo dá certo, tornam o relacionamento amoroso uma coisa quase inatingível 

              Desde criança somos ensinados assim que isso é o  que um relacionamento verdadeiro e feliz deve ser.


               Meninas crescem buscando seus príncipes e meninos suas lindas princesas que não adoecem, não alteram a voz, são educadas e não contestam em absolutamente nada o seu ardor machista, formando com ele um lar/castelo, onde tornarão tudo perfeito e serão inegavelmente felizes.


           Precisamos ensinar que na vida real nada é assim tão perfeito, pois ao invés de um conto de fadas devemos buscar amor consciente e maturidade emocional.


              Só com a consciência desses sentimentos podemos construir um vínculo real e saudável com outra pessoa.




             Temos muitas ideias do que seja um parceiro “perfeito”, e muitas delas não condizem com a realidade.


             Quando ficamos presos em desejos irrealistas, nós nos privamos da oportunidade de conhecer quem está do nosso lado, que é a “melhor pessoa” - pela expectativa da “pessoa perfeita”, que nada mais é que uma fantasia em nossas mentes.


              Hollywood ajuda a sonhar, mas efetivamente não nos ajuda a viver a vida real. A literatura também.


           Se ficarmos esperando por um conto de fadas, esperaremos por um longo tempo, e nos frustraremos mais do que apenas uma vez.

            Um relacionamento saudável e feliz, digno de ser contado de geração em geração, é aquele construído com maturidade, consciência, reciprocidade e maturidade emocional.


          Um amor de conto de fadas é uma busca incessante por amor, por alguém para nos completar, para dar sentido à vida, enquanto um amor consciente começa com a aceitação da própria solidão como uma coisa boa.


          As pessoas que vivem um “amor consciente” não se veem como dependentes umas das outras, como muitos podem pensar. Elas são felizes consigo mesmas e se aceitam como pessoas únicas, sabem que não precisam de outro alguém para serem completas, elas escolhem viver um relacionamento, investir em uma nova experiência, sabendo que pode ou não dar certo e isso requer maturidade emocional, controle sobre as próprias emoções.


          Elas são mais atraídas para pessoas de pensamento semelhante, que também sabem lidar com as próprias emoções de uma maneira saudável, o que lhes permite experimentar amor “consciente”, relação em que as duas pessoas se aceitam como são e permitem que a vida siga seu fluxo naturalmente.


           Nesse amor não há cobranças, exigências, ausências e vazios para preencher, apenas companheirismo e segurança.


           O amor consciente chega para as pessoas que já são inteiras por si mesmas, que não desejam um parceiro para resolver seus problemas ou para resgatá-las de suas próprias vidas.



                 Esse amor vem naturalmente, no momento certo. Não gaste todas as suas energias em uma busca que não é garantida.

                Ao invés de procurar por alguém, dê mais atenção a si mesmo, trabalhe para se tornar aquilo que pode ser melhor sempre, eternamente, sendo a sua melhor versão para viver uma vida que cria maior realização, prazer e felicidade.

             Abrace a sua autenticidade e solidão, saiba que ser solteiro não é motivo para se envergonhar ou esconder.
            Não entre nos relacionamentos por medo de estar sozinho, isso faz mal para você e para o outro.
           Mas se sentir que é o momento ideal, que a pessoa escolhida vale a pena, vá de boa!

          Não deixe seus medos lhe impedirem de começar de novo, se parecer o certo a se fazer.

         Não deixe o seu passado ditar o seu presente, esteja no controle de sua vida.

                Seja o tipo de pessoa que você deseja ter ao seu lado. Isso pode levar um tempo e até necessitar de uma  ajuda profissional, mas esteja bem consigo mesmo antes de procurar um parceiro, é o melhor que tem a fazer.

              Nunca se esqueça: se você merece ser amado, você merece o melhor. Abandone os contos de fadas e não se contente com menos do que um amor bem maduro, um amor onde não há julgamentos, mas acolhimento.

             Um amor em que os dois se perguntam:

            O QUE MAIS É POSSÍVEL PARA NÓS?

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