Quem poderia imaginar? Os homens habituados a fazer tarefas domésticas são bem mais felizes que os outros.

            De acordo com pesquisa da Universidade de Cambridge, limpeza e cozinha são atividades que os fazem se sentir em paz consigo mesmos, tornando-os mais pacíficos e menos estressados.

            O estudo foi publicado recentemente no livro Gendered Lives: Gender  Inequalities in Production and Reproduction, traduzindo com liberdade: “Desigualdades de Gênero na Produção e Reprodução”.

            Os doutores Jacqueline Scott e Anke Plagnol, os pesquisadores, nem se quer suspeitavam desse resultado. Eles começaram  convencidos de que, por meio da pesquisa, concentrada na maneira como as tarefas domésticas são divididas nas famílias, descobririam qualquer outra coisa, uma vez que  pensavam que os homens não estivessem dispostos a fazer trabalho doméstico.



            O resultado, é claro, surpreendeu muito, assim veio agregado de uma outra constatação: em muitas famílias em que homem e mulher trabalham fora, as tarefas domésticas são igual e matematicamente distribuídas entre homens e mulheres.

                E tem mais, em quase 10% das famílias é o homem quem mais se preocupa com a casa, embora as mulheres desempenhem esse papel na maioria dos outros lares.

           A pesquisa também descobriu que aqueles homens que se dedicam às tarefas de casa estão melhores se comparados aos acomodados, porque vivem mais harmoniosamente em casa, pois entram menos em conflito com suas companheiras.

         As mulheres são mais estressadas onde seus  parceiros não cooperam com as tarefas domésticas e, portanto, há uma maior propensão à discussões.

        Esses dados foram comprovados por outra pesquisa, publicada no livro Fast-Forward Family, mostrando cientificamente que os casais mais serenos são justamente aqueles em que o homem ajuda em casa.


        A mesma coisa não acontece em relação às mulheres, cujo bem estar permanece inalterado quando são os homens que cuidam da limpeza e de outros assuntos domésticos.

       Esse estado de alegria talvez seja porque aos homens ainda resta o charme de poder escolher, de decidir se ajuda em casa ou não. Mas, enquanto eles o fazem por opção, as mulheres,  muitas vezes sentem que o fazem por obrigação. Elas ainda   se sentem forçadas pelas circunstâncias do machismo da velha estrutura familiar, embutida na herança cultural enraigada.

        O fato é que, para viver pacificamente e melhorar a felicidade no lar, os homens devem dar uma mão.  Com a própria ciência afirmando, é melhor acreditar.



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