Quem de nós, seres viventes, ricos mortais, sabe amar mais a paixão que inspira do que a paixão que sente? Haverá alguém, será?
Pois seja sim, assim: não existe nenhum ser humano perfeito, ao passo que não existe nenhum vivente que tenha só defeitos. Ainda tem muita gente que vale a pena rondando por ai. Se olharmos a humanidade como formada de pessoas humanas capazes de apresentar defeitos e qualidade, quase sempre simultâneamente. Todos temos forças e fraquezas, características boas e ruins e, muitas vezes, uma pessoa que aparenta ser exatamente aquilo que procuramos, pode ser a escolha mais errada que já fizemos na vida. A paixão cega pelo outro faz o amor próprio enxergar em dobro. Se quisermos escolher pessoas realmente boas para termos ao redor, que agregarão em nossas vidas, não devemos buscar perfeição, mas sim caráter. Beleza se vai, dinheiro se perde e sorte muda de lado. No final das contas, o que realmente permanece com cada um de nós são os nossos valores e aquilo que fizemos de bom para o mundo. Quando colocamos a perfeição, seja ela em qual for, como uma prioridade em nossos relacionamentos, viveremos sempre frustrados e sozinhos, reclamando de como as coisas nunca dão certo, e como todas as outras pessoas em nossas vidas parecem ter encontrado alguém para ter ao seu lado, menos nós. A verdade é que ninguém tem um relacionamento perfeito. Não existem pais perfeitos, filhos perfeitos, parceiros perfeitos. O que existem são pessoas que, mesmo com toda a sua imperfeição, são capazes de fazer nossos mundos muito mais felizes. Não importa quão pacífica a vida de outra pessoa pareça, tenha certeza de que ela também discute e sofre de incompatibilidades com as pessoas ao seu redor. A vida realmente começa a fazer sentido quando adquirimos a sabedoria de que ao invés de tentar mudar as pessoas que temos por perto, a menos que se trate de um relacionamento tóxico, devemos mudar a nós mesmos e a nossa forma de enxergar tudo o que nos acontece.

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