Pesames à família, ao País e ao continente africano pela morte prematura, aos 30 anos de idade, do astronauta Mandla Maseko, que poderia ter sido o primeiro negro a viajar numa nave que conduz ao espaço.

                Ele poderia ser o primeiro africano negro a ir ao espaço, mas morreu em um acidente de moto no último sábado (6), segundo anunciaram seus familiares.


               Ao longo da história, houve apenas astronautas brancos vindos do continente africano — sendo eles, Mike Melvill e Mark Shuttleworth.

              Conhecido como “afronauta”, Maseko havia sido escolhido entre milhões de participantes de 75 países para integrar um grupo seleto de 23 pessoas que fariam treinamento espacial.

                 O sul-africano ganhou o direito de ir ao espaço em 2
013, pois foi vencedor da competição AXE Apollo Space Academy. 

               Ele participaria de um voo de 103 quilômetros na nave Lynx Mark II, da empresa XCOR Aerospace. “Eu quero ser capaz de flutuar e ver do lado de fora da janela essa gigante, redonda e azul e branca bola que chamamos de planeta Terra”, afirmou o então aspirante a astronauta em 2014.

          Maseko havia feito treinamentos na Kennedy Space Academy, na Flórida, onde fez lições de paraquedas e aprendeu técnicas para lidar com a baixa gravidade espacial.

              Naquela ocasião conheceu o famoso astronauta americano Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua, na missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

             Maseko deveria ter ido ao espaço em 2015, mas a missão foi adiada e a data atualizada da viagem não havia sido confirmada até o dia de sua morte.

           “Ele realmente pensou que iria ao espaço para inspirar crianças africanas para que elas soubessem que poderiam fazer qualquer coisa.  Ele costumava dizer que o céu não era mais o limite”, lembrou sua empresária e amiga de fé, Sthembile Shabangu, em entrevista ao portal News24.


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