Pais são heróis, mas não pelos motivos que acreditamos. Em tudo que fazem há uma disposição para cuidar, prover e ajudar a crescer. São heróis por suportarem o limite que precisamos, mas não queremos enfrentar. Se aceitarmos, teremos o melhor ambiente para crescer. Se não, a vida o fará com menos carinho.Quero falar de Constelação Familiar. Auxiliado por esse gesto bem fabiano de compôr aos gritos da própria alma, faz do nosso amado Fábio Jr. um relevante educador de pessoas ao cantar seu amor pelo adorável pai que o mundo lhe deu e que é, por isso, um pouco de todos que o conheceram e amaram. Esse é um post de amor, um post sobrenatural em que posso agradecer o que sei e o que vivi com aquele homem-anjo que Fabão nos abençoou o eternizando como seu Pai Herói. É DIFÍCIL TER SUCESSO NA VIDA ENQUANTO REJEITA OU DESPREZA SEU PAI Como na canção do Fábio Jr. há uma profusão de amor, trata-se de algo que só lhe trouxe benção e reconhecimento a vida inteira. Mas, do lado de cá, recentemente, no Instituto Águia Terapias um cliente veio com este grave problema: “descobri que meu pai, aquele me criou e com quem convivi a vida inteira, não é o meu pai biológico”. Nesses casos, após o choque inicial da notícia, geralmente há uma recusa em aceitar e reconhecer o “novo” pai ou uma revolta em relação à mãe. Quando há ocultação da identidade do pai – por exemplo, em casos de filhos extraconjugais, adoção ou quando a mãe se relacionou sexualmente com mais de um parceiro e não tem certeza de quem é o pai de seu filho – a questão mais grave é a violação do direito de pertencimento.
Essa é uma lei sistêmica que garante a ordem e o equilíbrio dentro das famílias, segundo os estudos do pensador alemão Bert Hellinger, o pai da Constelação Familiar – técnica terapêutica de cura emocional e solução de conflitos nos relacionamentos. Essa lei invisível que atua em todos os agrupamentos humanos – e com ainda mais força nos clãs familiares – diz que todos os seus membros têm o direito de pertencer e possuem um lugar que só cabe a eles ocuparem no sistema. VOCÊ TEM UM PAI AUSENTE? Você tem um pai ausente? VOCÊ TEM UM PAI AUSENTE? EXCLUIR PAI DA SUA VIDA É BEM PERIGOSO Há uma ideia disseminada na nossa sociedade de que pai é aquele quem cria. Nessa crença está embutida uma perigosa exclusão. Afinal, qual é a condição para que um homem se torne pai? Do ponto de vista da existência, basta que apenas conceba uma vida. O lugar e a função de um pai no sistema familiar, portanto, ninguém pode substituir ou lhe negar. Quando excluímos alguém de nossa alma e consciência, seja porque o tememos, o condenamos ou o esquecemos, há terríveis consequências. Quando excluímos alguém de nossa alma e consciência, seja porque o tememos, o condenamos ou o esquecemos, há terríveis consequências. A consciência coletiva do sistema familiar gera em nós uma pressão por compensação ou expiação, muitas vezes fazendo com que um membro de uma geração seguinte represente o membro excluído, repetindo o seu destino para que os outros, de alguma forma, o olhem. Um neto, por exemplo, pode imitar, por identificação inconsciente, um avô excluído por ter tido um filho extraconjugal. Assim, passa a viver, sentir-se e fracassar como seu avô, sem estar consciente dessa conexão. APRENDER A ACEITAR SEU PAI É CONDIÇÃO PARA TER VIDA MELHOR Como alguém pode saber quem é e para onde vai se desconhece o seu passado? Suas raízes? Os filhos são os seus pais, uma mistura perfeitamente equilibrada de 50% do DNA do pai e 50% do DNA da mãe. Ao dar a vida aos filhos, os pais nada podem acrescentar e nada podem excluir dela. Da mesma forma, os filhos, quando tomam a vida dos pais, também não podem acrescentar-lhe nada, nem recusar algo dela. É muito difícil alguém ter êxito na vida se não tomou plenamente um dos pais, se os rejeita ou despreza. A pessoa pode até ter sucesso por um tempo, porque usa a raiva para agir, mas isso não se sustenta no longo prazo. Na visão sistêmica das Constelações Familiares, tomar pai e mãe, ou seja, honrá-los e aceitá-los como são e como puderam ser, é a condição para se poder tomar a vida que veio deles. Esse ato de tomar é um ato de humildade. Representa um sim à vida e ao destino. Quem rejeita o pai, por exemplo, rejeita a si mesmo e sente-se vazio, sem realização, sem propósito de vida. Quem rejeita o pai, por exemplo, rejeita a si mesmo e sente-se vazio, sem realização, sem propósito de vida. A maneira como nos relacionamos com ele, hoje e no passado, vai se refletir mais tarde na maneira como nos relacionamos com a nossa profissão, com figuras de autoridade, com os nossos parceiros (no caso das mulheres) e em como nos sentimos inseridos no mundo. A pessoa que não tomou o pai pode, muitas vezes, ter várias profissões e não se fixar em nenhuma, ou mesmo não ter profissão alguma. E quando a mãe não só oculta a identidade do pai, mas também impede o filho de ter acesso a ele por raiva ou mágoa, esse filho pode, mais tarde, como adulto, querer fugir da realidade, seja pelo consumo de drogas ou pela devoção cega a uma seita ou religião, por exemplo. É uma forma desesperada de preencher um vazio interno, uma busca secreta do pai não tomado. No caso dos meus clientes que tiveram a identidade do pai ocultada, a solução foi configurar seus sistemas familiares num espaço físico, utilizando a Constelação Familiar (entenda melhor como funciona, no link abaixo) para criar uma espécie de geometria das relações. Para cada um deles, foi escolhida uma pessoa para representar o pai biológico, outra para representar a mãe e outra para representar o cliente (filho). De início, a imagem da exclusão logo vem à tona, quando os representantes do filho e da mãe viram-se de costas para o representante do pai. A partir disso, o cliente, assistindo a tudo de fora, pode escolher olhar para esse pai e reinseri-lo no sistema, chamando-o de pai e acolhendo-o em seu coração. Aquela situação que antes causava desconforto, medo e rejeição, pode, enfim, ser acolhida tal como é. O filho consegue finalmente ficar em paz consigo mesmo, sentindo-se inteiro e com mais força e entusiasmo para caminhar em direção à vida.

0 Comentários