Jornalista negra, na Bahia, passou pelo que ela mesma classificou como “enorme constrangimento” ao tirar a foto oficial para renovar o passaporte, em Salvador: os agentes da polícia federal pediram que ela prendesse seu cabelo que é estilo black power, pois o sistema não aceitava a imagem gerada:


 “Eu gosto do meu cabelo e, naquela foto, fiquei terrível”, disse.
         A jornalista descarta ter recebido qualquer tratamento racista dos funcionários do local, mas reclamou no seu Facebook:

                                           

“Essas coisas podem não ser intencionais, mas tudo, no fundo, tem um padrão que desvaloriza a estática que foge do convencional.”

          O delegado, chefe do setor, explicou que um cabelo de proporções maiores diminui o rosto do fotografado, e por isso que o sistema impediu.

“A gente concorda com ela que isso é inadmissível. O caso já foi passado para nossa sede em Brasília, para sabermos que medidas podem ser adotadas”, afirmou.

Informação adaptada: Diários Associados. Estado de Minas, 18 jul 2014.

       A notícia publicada no jornal abre um leque de possibilidades para se abordar o tema da diversidade cultural, por meios de práticas de cidadania como, por exemplo, as educativas, que contemplem as questões históricas e suas implicações na vida cotidiana.
       Nesta perspectiva, torna-se importante avaliar que os Parâmetros Curriculares Nacionais admitem a pluralidade cultural e a heterogeneidade populacional do Brasil.
      Por isso, nesse contexto, cabe ao educador-professor-artista-agente social (e é importante que o faça) levar adiante, sala de aula, palco, reuniões sociais a temática da diversidade cultural como parte do currículo.
         
                              POR QUE ?



     Oras, ao abordar o tema da diversidade cultural,  proporcionaremos ao ignominio formas diferentes de enxergar a realidade, com reflexões e possibilidades de modificar as estruturas sociais injustas/excludentes e colaborar para o desenvolvimento de uma sociedade que respeita as diferenças.
          Poderia, como exemplo, ir além, ser melhor, chegar até os programadores da fábrica de máquinas fotográficas que fornecem equipamentos à Polícia Federal e provocar o aperfeiçoamento da engenhoca.

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