Quando é a Glenda que apresenta o Globo Esporte, melhor para nós, sob o perdão de todos os outros aprovados pela direção de Esporte da Rede Globo.

            Ela agora está no Esporte Espetacular e é para lá que vamos todos ver a terapia que é feita com as mães de craques. Um super programa digno de ver para a tv aberta urgentemente.  

           Algumas coisas que você encontra na  jornalista Glenda Kozlowski, encontra só nela. Por exemplo, ela decidiu não fazer história ao rejeitar ser a primeira narradora de futebol feminino. Que outra pessoa faria tão bravo ato?

            Glenda nos diz sempre que não sabe narrar e não vai se meter a fazer o que não sabe.

            Com isso a mulher quebrou a chance da TV Globo ter uma equipe inteiramente feminina para cobrir essa Copa do Mundo Feminina de 2019. Ela talvez ficasse na mesma posição de destaque das craques ou mais como era o caso de Pelé e Luciano do Vale nos idos tempos. De Galvão Bueno hoje em diante que tem a crista da onde debaixo dos pés ainda pelo epicentro global.

           Durante o Rio2C, ela contou que ficou bem traumatizada com os comentários que recebeu acerca da sua narração na ginástica olímpica nas Olimpíadas de 2016. La Glenda ressalta o que e como se sentiu ao enfrentar o machismo de frente pela primeira vez.

          Ela também tentou o cinema, pois já vivenciou uma história na telona. Durante a sua participação no estande sobre feminismo do Rio2C, o maior festival sobre o mercado audiovisual brasileiro, ela contou que ficou traumatizada com sua participação na narração das Olimpíadas de 2016.


        Glenda foi a primeira mulher narradora da emissora, mas ainda assim não recebeu apoio do público. Acostumados com vozes masculinas, eles odiaram a narração da repórter e criticaram-na duramente nas redes sociais. Ela lembrou que pensou em desistir da carreira.

       
             COMENTÁRIOS MALDOSOS DO PÚBLICO:

"Se não fosse por causa da Rosane Araújo (diretora do "Esporte Espetacular") e do Renato Ribeiro (diretor da Central Globo de Esportes na época), eu teria saído da cobertura olímpica",. 

        Ela contou que depois de três dias narrando a Ginástica Olímpica, ela saiu do estúdio aos prantos pelos comentários negativos que estavam sendo feitos a respeito de seu trabalho. 

         "A coisa foi reverberando, fui vendo os meus 27 anos de dedicação ao Esporte jogados fora, indo pro lixo. Eu não tinha coragem de andar no corredor, aquilo me tomou de um jeito que eu andava curvada, só chorava", desabafa Glenda, agora quase rindo de si mesma. 

            Ela falou que esses comentários foram feitos talvez por ter narrado ao lado de homens. "No primeiro dia, com o Cléber Machado; no segundo, com o Galvão; no terceiro, com o Luís Roberto. Eu ficava pensando se era algo errado comigo, com meu jeito de narrar, com minha técnica."

          Mesmo assim, se sentindo derrotada pelas críticas, Glenda chegou a pedir para sair da cobertura do evento:

         "Eu cheguei na Redação e falei: 'Olha, estou indo embora agora, não vou passar por isso nunca mais na minha vida. Eu não quero mais, vou pra casa, chega'", 

         No mesmo dia, a diretora do Esporte Espetacular ligou para ela avisando que ela cobriria sozinha a final da ginástica.
          "Ela disse: Glenda, amanhã é o dia da medalha do Diego Hypólito, você vai narrar sozinha'.

        E eu narrei, foi um sucesso. O Diego foi medalhista, o Arthur Nory também. E aí eu percebi que o hábito das pessoas é escutar uma voz masculina na narração. Ali eu senti o machismo e o preconceito pela primeira vez na minha vida."

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