Quando falamos de ensino à distância (EAD), as duas  coisas que passam pela cabeça são conhecimento e tecnologia.

             Depois lembramos que EAD é um método de ensino recente. Porém, a história do EAD persiste há quase três séculos, só avançando como é o caso do bem sucedido Telecurso do 2º Grau difundido pela Fundação Roberto Marinho. 

            E a oportuna disponibilização de cursos online como faculdades à distância, significativamente ampliadas pelo ministro da Educação Fernando Hadad.

            Mas, o  primeiro relato de um curso feito sem aulas presenciais e no tempo do aluno, foi me 1728, no jornal norte-americano Gazeta de Boston.

           No Brasil, o primeiro registro de um curso EAD é do ano de 1904. O Jornal do Brasil ofereceu um curso para datilógrafos por meio de cartas.

          Essa prática logo se tornou muito comum entre os jornais do século XX.

         Como a educação no Brasil não era uma possibilidade para todos, uma grande parte da população usava esses cursos para se especializar em profissões voltadas para grandes industrias ou para o trabalho artesanal, como até recentemente o Instituto Universal Brasileiro.


                         A HISTÓRIA DO EAD

         Com a evolução econômica e tecnológica, o Brasil tornou-se cada vez mais industrializado, com isso o modo de transmissão de conhecimento também mudou: em 1920, as emissoras de rádio já estavam passando conhecimento técnico por meio das ondas de rádio.

        A fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, fundada por Roquete Pinto, teve grande papel no ensino a distância.
Apesar de ter sido considerado muito revolucionário para a época, Roquete Pinto acreditava na educação da classe popular brasileira através de um sistema de ensino incomum como o rádio, que prezava ensinar o que acontecia no Brasil e no mundo.


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        Em 1937, o governo iniciou uma proposta de disseminação de conhecimento, o que gerou diversas iniciativas do ensino a distância.

       O rádio, nesse sentido, pode ser considerado um dos grandes percursores do EAD no Brasil.


        Entre as décadas de 60 e 70, foi gerado o Código Brasileiro de Telecomunicações, que obrigou as emissoras privadas de televisão a terem uma parte de sua programação voltada para programas educativos.

       No mesmo período, o Governo também incentivou a criação de canais televisivos educativos como a TV Cultura e a TV Escola.


       Além disso, como já falado acima, a Fundação Roberto Marinho investiu pesado no “Telecurso 2000” angariando a simpatia dos governos nos três níveis, pois era uma solução política difundir o objetivo de aperfeiçoar os conhecimentos sobre matemática, linguagem, história, entre outros.

      Os cursos tinham como público alvo adultos que não tiveram a oportunidade de estudar, e que buscavam o letramento e inclusão no mercado de trabalho.


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