Agora, olhando nos olhos de Mário Gomes, enxergando o lado esplendoroso de homem feliz, realizador, honesto, talentoso e senhor de si que ele é. Quanto é ele é de meu amigo não sei, mas como terapeuta aqui dessa cadeira gostaria muito de ajudá-lo a mirar mais para o presente e o futuro. Por que? Porque ele é tudo de bom como ser humano. Ninguém gosta de intrometidos, linguarudos, fofoqueiros.... Cada qual tem sua vida e já cumpre com o dever tentando ser feliz na própria missão de protagonizar a própria historia.


          Mas então,  se ninguém gosta porque quase todo mundo faz? Difícil uma pessoa que não se interesse por criticar, julgar e condenar vizinhos, colegas de trabalho, familiares, pessoas públicas, irmãos da igreja incluídos.

         É como brincadeira de mau gosto, parece. Quem menos aguenta uma é em geral quem mais faz brincadeiras insuportáveis. Já observou? Fica fazendo coisinhas irritantes com os outros. Mas na vez dele, poxa, sai fora, fica bravo, usa de ignorância  até, para fazer se valer.

        Em termos psicanalíticos digamos que o costume feio de querer tomar conta da vida de todo mundo nasceu do vazio existencial das pessoas que não dão a mínima importância para si mesmas.

       Se cada um cuidasse da sua própria vida como cuida da dos outros, o mundo teria bem menos gente frustrada, fracassada e mal-amada.

      As pessoas precisam se cuidar, se valorizar e dar mais valor para as suas próprias vidas. É uma loucura viver a vida dos outros.
Precisamos colocar nosso interesse, achar valor na nossa própria vida, nunca que a vida alheia pode ser por nós considerada mais interessante que a nossa vida.

                                              

      As equipes do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS de muitos municípios do Tocantins atentaram para isso e vem se capacitando para ajudar o cidadão a crescer em ética, moral e autoconhecimento para gerar autoestima nos indivíduos.

      Os organismos oficiais de saúde mental e os profissionais da área andam preocupados com isso. A banalização do sentido da vida tem assolado vidas como nesse estrondoso nível de depressão, violência domestica e até de suicídio que só cresce principalmente no meio dos jovens entre 15 e 29 anos.

          Eles têm promovido o “Janeiro Branco”, uma campanha concebida e realizada por psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, terapeutas holísticos em parceria com todos os demais profissionais da Saúde do Brasil para divulgar a importância de se cuidar da Saúde Mental.

          Enquanto cuidam da minha vida, eu cuido do meu coração, disse-me ao telefone outro dia rindo o cantor e amigo Fábio Jr. Todos que vivem cerceados pelo excesso de informações secundárias sobre si aprendem a sofrer esse bulling mas as vezes extravasam.

         Isso também ocorre dentro de casa. A mamãe que não  transa mais tão bem assim com o papai entra para dominar todo mundo e o papai, pior ainda, impinge sobre a casa leis que nem mesmo ele consegue cumprir.

         A família vai bem quando está todo mundo unido, feliz. Cada um remando o barco usando as próprias forças; cada um respirando o seu ar, decidindo por si, tomando a sua água numa boa. Se for cada um por si, será, sem dúvida, Deus contra todos.  

        Cansadas do vazio de serem elas mesmas as pessoas infelizes avançam na vida alheia, quase que por certa compensação.  

       Olhando para dentro não encontram nada, assim vão procurar na vida dos outros aquilo que detestaram não encontrar no seu interior.

        Nesta semana que saímos da festa de Santo Antônio e vamos para a de São João Batista vimos, com pesar, em nível nacional, o desabafado desesperado de uma menina prodígio criada diante de holofotes no SBT, a Maisa Silva, que, iluminada falou coisas sensacionais ao Roberto Cabrini no Conexão Reporter. 

       Mas na internet viu só repercutir que ela tinha dito o nome do namorado.  
Muita gente atribui a pessoas que tem alguma projeção em geral, enfim, seu ideário de vida fácil, fútil e descompromissada. 

        Tudo que se busca saber deles é justamente o que a eles menos interesse mostrar.

       Assim também acontece com quem se destaca dentro de casa, no bairro, na cidade, onde trabalhos.... enquanto não houver respeito com a própria vida, dificilmente conseguiremos respeitar a vida dos outros. Vamos apoiar as iniciativas da saúde mental?

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