Penso num nível bem grandão que rede social não seja o melhor palco para debates; dado o nível de desinteresse  pela vida real e descompromisso com a verdade! Pode ser um lugar onde se aparece,  mas não se é visto. Onde se fala muito para não dizer nada;  sem  nenhuma disposição de ouvir.    
                             


             Que fenômeno são as redes sociais, no mundo, dentro e fora de nós. Parece que todos precisamos nos apresentar,  mostrar vitória, contar vantagem, ser e ter os mais lindo.

              Parece proibido sofrer, ir à falência, apanhar da mulher, ficar doente, ir mal na prova, cair na rua, se dar mal enfim, 

             Por que a lei parece ser se mostrar de “bem com a vida"?  Exibir aquela vida familiar daquela “família margarina” que já acorda feliz, de dentes escovados, cabelos arrumados  ou então daquela outra proaganda da vitamina que todos voltam para casa à noite  vibrantes, cheios de garra, numa noite enluarada , “vitaminados”. 

          Talvez seja isso mesmo: a mídia traça um perfil e uma meta de “vida feliz” que confunde e às vezes acaba por destruir a realidade no dia a dia ou verdade esmagadora da vida. 

          Uma das mais fatídicas formas de ser infeliz é fugir neuroticamente da infelicidade. Ou focar apenas naquilo que dá prazer e satisfação. 

                                               



          Uma necessidade imaginada e não criada, nu mundo fictício em que se expõe mais a máscara que o rosto, onde até a nossa comida é mais bonita e saborosa que a dos outros, onde a cada passo, um “post”

         Acredito que Deus Pai, parafraseando seu Lúcio Mauro no Zorra,  vendo-nos assim vivendo de likes e curtidas, pergunta como no tempo do deserto: "onde foi que eu errei".

          Claro, Deus não erra. Nunca errou, nunca vai errar, graças a Deus. 

          Mas ficamos ali contando números frios: onde foi, com quem foi, onde andou e com quem; se fez as unhas, posta lá; fez a barba, posta lá… Pedalou, caminhou, todo mundo tem que saber de todo mundo e claro sempre que tudo foi maravilhoso. 

          Para muitos de nós cada curtida ou like conta para que a autoestima suba; caso não aconteça, ela pode cair de vez. Se atrelamos a autoestima à rede social, não tem como não ficar vulnerável ao sobe e desce das curtidas alheias.

          Até porque a empresa que hospeda nosso perfil determina quem vai para o trono e quem não vai, quando vai, porque vai, como vai. Tudo é grana. Pague para você. Ricos e famosos pagam caríssimo. Empresários querem nosso dinheiro por isso põe dinheiro lá.

          A expectativa sempre foi, senão a maior, pelo menos das piores inimigas da autoestima! Fazemos certas coisas para nos alegrar. Mas,  por que gostamos das coisas que fazemos? Ainda, por que queremos que os outros saibam que estamos fazendo estas coisas?

         Ouvi sobre uma pesquisa com adolescentes que estão “criando sua personalidade” através dos cliques de curtidas e “emojis” do ZapZap e do Facebook. 

          Olha o que diz uma adolescente: “Posto alguma coisa sobre a minha pessoa; se as curtidas são boas, eu assumo como minha e passo a usar aquela roupa e a frequentar aquele barzinho, por exemplo. Se vejo que ninguém curtiu aquele lugar que postei, já risco a possibilidade de ir onde eu gostaria de ir porque ninguém curtiu”. 

          Ali o mundo passa a girar para ela de forma diferente, numa descomunal inversão de valores com incalculáveis consequências, pois é dessa forma que ela se sente segura e aceita por um grupo que imagina ser seu e assume uma identidade que também não é a sua! 

           Adolescentes de todos os tempos  sempre foram assim, desprovidos de certezas, amparados pela insegurança.  Sempre, de certa forma buscaram aprovação do grupo e se fazerem aceitoos. 

           Só que eram encontros presenciais, mais pessoais e não assim virtuais, apessoados. Nesse lugar muito se fala e pouco se pensa, muito se curte e nada se vive nessa realidade feita por coisas virtuais hoje em dia. 

          Aconselhável ter mais cautela e maior sensibilidade sobre isso. Coisas ruins sempre existiram em toda parte. Lembra de quando as senhoras de antigamente que vigiavam atrás da cortina, só para saber se a mocinha namoradeira havia trocado o namorado ou se o mesmo namorado havia trocado de carro, já que a buzina era outra. 

         Hoje, elas descobrem disso através dos “posts da internet” que muitas vezes é a própria pessoa que coloca, porque ela, ao contrário daquelas que escondiam tudo, hoje essa quer que todos saibam.

         Os instrumentos mudaram o ser humano — nem tanto, continuamos seres sociais e fazemos parte desta massa. Se você não posta, outro posta por você e, mais cedo ou mais tarde, acaba aderindo. kkkkkkkkkkkkkk. É a vida. 

         Só muito cuidado para não se adoecer com a dependência digital. A rede social é um instrumento bem sedutor mas muito macabro. 

        Jamais monte sua escada de autoestima nesse valor agregado tão frágil.  Nunca ninguém esteve impune às curtidas e likes que afagam o ego e dão a sensação de endorfina no cérebro. 

        Porém, cuide-se viu? Compre o ridículo não. Circule pela redena companhia de pessoas que realmente estejam capacitadas para resepeitar e amar o semelhante. Jamais exponha sua autoestima aos humores do dia na sua rede social. Onde está a sua felicidade? O que mais é possível?

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