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             Esperei o tempo que foi preciso na vida, mas, audacioso por devoção, desde que a profa. Romilda Capóssoli me falou em 1970 pela primeira vez da casa do Cenáculo onde Maria e os apóstolos receberam o Espírito Santo, eu soube que um dia meus pés pisariam naquele mágico lugar.

             E pisaram já várias. Fui lá me exatasiar de luz e paz, onde filmei várias reportagens e até roteirizei um documentário dirigido pelo cineasta Ronaldo Uzeda, apresentado por Cid Moreira e produzido pela gravadora Gol Records.
                      
            Gosto muito das datas em que as festas cristãs coincide com alguma da tradição judaica do Antigo Testamento. 

           O dia de Pentecoste ocorreu numa das festa dos judeus em memória do dia em que Moisés recebeu de Deus as Tábuas da Lei no livro do Êxodo. E tornou-se festa da Igreja cristã em memória da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, 50 dias exatamente depois da Páscoa.

          O Cenáculo reside no andar superior de um edifício no Monte Sião, em Jerusalém,  cujo edifício abriga hoje em dia a Igreja da Dormição, atrás da casa franciscana. 

          Pelas notícias que ouvi por lá, trazidas do arqueólogo Bargil Pixner, no decurso dos séculos diversos edifícios foram construídas sobre o cenáculo: O edifício original foi uma sinagoga provavelmente utilizada por judeus e cristãos. 

         O edifício foi poupado durante a destruição de Jerusalém sob Tito (70), e três paredes originais ainda existem: o Norte, Leste e Sul.

         O imperador romano Teodósio I construiu uma igreja octogonal (o "Igreja de Teodósio" ou "Santa Igreja de Sião") ao lado da sinagoga (que foi chamada de "Igreja dos Apóstolos"). 

          A construção da Igreja de Teodósio, provavelmente começou em 382, foi consagrada por João II, bispo de Jerusalém, em 394
         
         Alguns anos mais tarde, em 415, o bispo João II alargou a S Igreja de Sião, transformando-a numa grande basílica retangular com cinco naves, sempre ao lado da Igreja dos apóstolos.

        Este edifício foi mais tarde destruído por invasores persas, em 614 e, pouco depois parcialmente reconstruído pelo patriarca Modesto.

       Em 1009, o edifício foi arrasado pelos muçulmanos sob o comando do califa Fatímida Aláqueme Biamir Alá e pouco tempo depois reconstruído pelos Cruzados, sendo uma basílica com três naves e uma alusão a Santa Maria.

        Este edifício, pela primeira vez incluiu e preservou os muros da antiga sinagoga judaico-cristã. No lado oeste da sinagoga. A basílica foi destruída em 1219 pelo sultão de Damasco.

        Monges Franciscanos cuidaram do Cenáculo, restaurando também o edifício com abóbadas góticas, de 1333 a 1552, quando os turcos capturaram Jerusalém e baniram os cristãos.

       Após isso, os frades franciscanos foram despejados e o cenáculo foi transformado numa mesquita, conforme evidenciado pela mirabe na direção de Meca e uma inscrição árabe proibindo orações públicas no local.
      
       Cristãos não foram autorizados a voltar até o estabelecimento do Estado de Israel em 1948 e mesmo assim até a atualidade a realização de missas no local é proibido, apesar de ser ali que, segundo a Bíblia, Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia.

      Esta efusão de luz e claridade espiritual que arrebatou os apóstolos da escuridão do medo e da tibieza. Eles e seus amigos mais próximos, com exceção das fortes  mulheres na fé,  tateavam alguma vaga ideia do que teria que ser a caminhada do povo de Deus.

      Mas, ali aconteceu Pentecostes, bem naquele lugar encantador onde você ainda escuta ressoar os passos de Maria, onde você ainda quase pode ouvir a voz de Jesus na última ceia.

     Pentecostes é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores.

     O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa, e ocorre no sétimo dia depois da celebração da Ascensão de Jesus.

         É a festa que celebra o Espírito Santo iluminando a Igreja, vivificando as almas e fixando nelas a sua morada.

        Antes de subir ao céu, Jesus Cristo havia recomendado aos seus Apóstolos que se recolhessem no cenáculo e esperassem aí a vinda do Espírito Santo.

      Recolhidos no Cenáculo por ordem do Salvador, Pedro e seus companheiros meditavam as últimas palavras do Mestre. Eles, pobres iletrados, pescadores, deveriam discutir religião com os doutores a fim de pregar o Evangelho?

      Como assim?

      Eles, desprezados pelos judeus, deveriam apresentar à adoração do mundo, aquela Cruz, na qual o seu Mestre acabava de morrer?
     Não parecia estarem tentando o impossível?

    “De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.” (At 2,2-4).



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