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           Participei na tarde de 4 de junho, de uma discussão online do Linkedin no projeto "Ideia do dia". E o texto provocador era esse:

         "Virar palestrante é o sonho profissional de muita gente. No entanto, muitas vezes a idealização da carreira de palestrante está ancorada a uma falácia de que basta um bom assunto para falar e uma dose de carisma para cativar o público. A realidade não é assim: o palestrante sobe no palco para expor suas ideias e tentar convencer um monte de gente de que o conteúdo dele é relevante. O feedback é imediato – e a experiência pode causar insegurança, ansiedade, nervosismo… Para o jornalista Marc Tawil, que deu 56 palestras desde 2018, à medida que um profissional ganha representatividade em seu mercado, ele será atraído ou simplesmente empurrado para o palco."

                                                  

          "Palestra de sucesso é aquela que encanta plateia, o organizador e o próprio palestrante. Se um dos três não aprendeu algo ou não gostou do que foi apresentado, a missão falhou. Esteja você diante de 5 ou 5.000 pessoas, trabalhe para exceder expectativas". 

         Baseado nisso, olhei para o espelho e me vi palestrante que nunca investiu deveras na própria carreira e que por isso, eventualmente fez ou faz um trabalhos, embora em 30 anos tenha podido promover mais de 2 mil treinamentos, palestras e cursos. 

        Há no mercado palestrantes que viraram professores de palestrantes, mestres em contatar e contratar serviços. E tornaram-se donos de um rio de dinheiro no ramo. 

        Porém, como no futebol, na música, na índústria e até no clero, uns despontam mais que os outros e fazem a lusitana rodar a favor deles. Outros rodam eles mesmos contra a lusitana amargando uma carreira indesejada, insuportável, mal convincente e dura de roer. Todo mundo sofre, mas o palestrante frustrado sobre muito mais. Acho. 

      


       

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