Lembra do Bozo? Ele marcou nossa geração e virou um fenômeno. Só que por trás do palhaço, o Bozo escondia uma história obscura e cheia de polêmicas. O vício em álcool e cocaína fez ele chegar ao fundo do poço.
 
        
                                    
                                      Sinceras homenagens ao querido Arlindo Barreto, com saudade.
        
          No dicionário palhaço quer dizer vestido ou feito de palha.
Trata-se de um substantivo masculino indicando ator cômico, esp. de circo, que usa maquiagem e trajes bizarros, divertindo o público com pantomimas e piadas.

        Com vocês, senhoras e senhores, respeitável público deste imenso teatrão chamado sociedade, psico dependentes de uma suposta felicidade.

       O palhaço parece sorrir muito, mas a plateia, inerte, estarrecida, não chora, mas também não consegue achar graça na desgraça do palhaço no picadeiro em franca crise de riso.
      
        De que ri tanto esse palhaço? Dele mesmo? De todos? Ou ri para ele mesmo? Para todos?

         Como seria ter assim repentinamente uma felicidade fugaz. Uma felicidade assim indesejada? Palhaço não pode rir, tem que ser o cara que faz tudo errado, fala tudo estranho, cai, rasga a roupa, apanha.... Palhaço rindo não recebe patrocínio e nem cachê.

         No circo da vida, no show do tempo, palhaço que ri passa fome. O palhaço é o motivo artificial do riso coletivo. Mas para ele tudo tem que dar errado. É mentira que as pessoas se importam com o palhaço que sai do velório da mãe para fazer graça no palco ou no picadeiro, no canal de tv ou no microfone do rádio.  

        Quanto maior a desgraça atribuída ao curriculum de um palhaço mais profissional ele parece e mais sucesso ele faz. Porque ninguém ou quase ninguém responde sim quando conclamado à bondade, a massa acéfala gosta de terror e sangue, vibra com a desgraça alheia na maioria das vezes.

       Quem torce pela felicidade alheia? Quem riria do riso do palhaço?
         
         Quem sabe acolher a felicidade alheia? 

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