"Eu simplesmente sou um homem que ainda crê no amor." (Musica de Silvio Cesar   cantada magistralmente por Roberto Carlos). 
                                           


         A palavra amor significa no dicionário uma escolha interior de aceitar o outro exatamente como ele é.

         Amar, nesse caso, é estar a vontade, ficar naquela presença porque aquele ser lhe faz bem e também porque você deseja retribuir esse bem como o mínimo que você deseja da relação.

         O amor é mergulhar em um olhar que não intimida, nem afoga, só surpreende e encanta.
         Amar é transformar um abraço em um abrigo, é morar em alguém que, mesmo com tantos defeitos e diferenças, não dá medo, nem assusta.

         Com essa pessoa diante de si você nem percebe como o tempo passa voando e nem como a distancia dói e a saudade só aumenta aumentando a dor pelo tempo que ai sim parece imensamente grande, quase insuportável.

                                           

       Ficar sem ver essa pessoa não diminui a sua presença, muito menos a sua importância. E, ao revê-la é como se nunca estivessem longe.

       Até o perfume especial que é só dela fica na memória, tem o tom da voz, com aquele gingado, que só aquela pessoa possui.

       A forma especial de dizer determinadas palavras e de nos fazer rir, ajudar a sair deste concreto existencial e de nos lembrar que a vida também é sonho, romantismo, poesia, aproximação...
      Isso pode acontecer numa boa com qualquer pessoa, até com um amigo, uma paixão, um amor, um familiar quem dera.

      Estas pessoas nos fazem muito bem, mesmo quando não estão por perto, causam uma transformação significativa em nós e na forma como percebemos até as pequeninas coisas da vida.

      São estas pessoas que precisamos manter por perto. E fugir de gente que não nos diz absolutamente nada, com aquelas pessoas que exigem sacrifício para estabelecermos alguma forma positiva de interação.

      Com as pessoas que nos tocam não é assim, tudo flui levemente, suave, agradável, natural - e é prazerosa a comunicação que se desenvolve com naturalidade e o entendimento sempre de mão dupla.

      Tudo vale a pena na presença delas, tudo se torna encantador, até ouvir uma música, caminhar, reparar.

       Pessoas como essas são raras, são flores no meio da rua da nossa existência.

       Delas brotam elementos para uma vida mais leve e doce como favos de mel, suaves sensações de paz, pela afinidade, reciprocidade, sonoridade são possíveis, imprimindo à vida cotidiana um bem estar e felicidade.

       A vida pode ser muito mais do que é, se nos permitirmos ser mais do que somos, se sairmos do automatismo das relações que são praticadas feito obrigação.

       De amar entende quem entende de alma, de fazer encontros que de tão especiais mudam nossas vidas para sempre e imprimem muito mais cores, sabores, sensações, emoções. Uma delícia.

      Depois desses incríveis encontros de alma nunca mais seremos a mesma pessoa, nem cá nem lá.

      Desses encontros surgem flores, multiplicam-se frutos, trocam-se experiências enriquecedoras, transformações, curas ocorrem por estas oportunidades.

       Podem ser encontros de amor, de paixão, de amizade. Onde com recíproca compreensão fica quem quiser e se puder.
   

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