Novas produções do cinema estão dispostas a mudar o mundo. Solidão, medo, exclusões, arrependimento, depressão pré natal; tem terapia nas telas dos festivais de cinema.
   
       
 
    Como nosso hemisfério gira em direção aos raios crepitantes do sol, convidamos você a voltar sua atenção para alguns/algumas cineastas contemporâneos para lá de muito especiais. 
       Seja aquecendo festivais ou levando o calor para a tela do computador. Sei lá, também, de repente comparecendo de corpo presente nas plateias de cinemas mais evoluidas por ai.

       Esses jovens estão profundos e têm muito a dizer para todos de várias formas. 



        Contribui com uma cabeça nisso tudo, gerando Lucas Rossi, que, diga-se com timidez, puxou mais a mãe dele do que a mim no quesito bom gosto e expressão. 

         Fato é que essas pessoas estão dispostas a mudar o mundo.


        Lucas Rossi, a quem sei mais aplaudir do que ajudar, arrancou esse filme do estomago, acho, mesmo sendo também ele além de cineasta, psicanalista por formação. 

        Sem dinheiro nem experiência na pregressa vida do sofrido cinema brasileiro, surgiu do nada na condição feliz e arriscada de roteirista e diretor de "O VESTIDO DE MYRIAN", produção que até eu me incluo minimamente como apoiador porque patrocinador seria muito. 

       Mas que saiu redondinha essa conta saiu. Melhor que a encomenda.

      "O VESTIDO DE MYRIAN" tem o poder de colocar as pessoas em seu devido lugar na hora de apontarem alguma hipocrisia alheia de geral no quesito cuidado com o amor, solidão e tristeza. 
                                                    

      Além disso meteu os deliciosos Tonico Pereira e Camila Amado em papel dramático na tela de um roteiro a la Nelson Rodrigues, só que eivado de contemporaneidade naquela audácia de sempre. 

       Mais do que os quase 60 prêmios que ganhou Brasil adentro e mundo afora, fiquei extasiado de ter podido no interior da família ver brotar uma semente de amor e defesa da cultura. 

       Fazer filme é dar vida a personagens, escolher destinos e falas. Fazer filme é dar função aos que sonham respirar arte para transpirar sensibilidade.

         O trabalho dele e de toda essa nova geração de cineastas inspira compaixão, empatia, pensamento crítico, alegria e disposição de olhar para o cotidiano de uma maneira diferente. 



         E não apenas têm a coragem de compartilhar suas ideias, reunir equipes, garantir financiamento (um feito notoriamente difícil para jovens) e ir em frente; seus filmes resultantes também são muito, muito bons.
       Também, usando imagens ousadas, a cineasta britânica Sindha Agha retrata a tristeza, confusão e incerteza em torno de experiências femininas raramente discutidas, incluindo endometriose, controle de natalidade e depressão pré-natal, pouco conhecida até agora até mesmo pelos profissionais de saúde mental como eu.
                               

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