Se um dia uma ilusionista chamada depressão bater à sua porta, não abra, diga só que você está com a casa cheia de suas queridas amigas alegrias, netas da dona felicidade e que, por isso, você não vai nem abrir a porta, já que não sobra espaço para ela. 


                                            



                         UMA PALAVRA AMIGA 

                  
                 Sabe, essa tal de depressão é falsa, cínica e folgada. Chega devagarinho, trazendo bastante sono, mas depois ela tira totalmente a vontade de dormir. 

               Essa fulana, se passando por amiga, faz todo mundo sentir pena de você, e, as vezes pode lhe dar uma sensação de ser bom chamar a atenção das pessoas para si, mas depois ela atropela e toma conta de tudo como se fosse dona da sua vida. Vai querer?

               Com a depressão ninguém deve brincar. Assim que aparecerem os primeiros sintomas da doença e se perdurarem até por 15 dias, é aconselhável buscar ajuda familiar, terapêutica e médica.

               A depressão é um distúrbio afetivo muito comum, mas também muito grave e que afeta a humanidade desde os primórdios. 

       Felizmente, a depressão também é tratável. Essa doença ou distúrbio provoca sentimento de tristeza e perda de interesse em atividades que outrora causavam prazer na pessoa

            Mas, lembre-se, a depressão é  a quarta principal causa de incapacitação de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que também a classifica como o "mal do século", pois cento e vinte e um milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem depressão e esse numero só aumenta.

                   
          A depressão é um fardo pesado para a humanidade carregar e um terrível desafio aos terapeutas, médicos e pacientes.

               


                COMO PODE SER MELHOR? 


        Mas, se você souber de alguma pessoa que padece com a depressão dentro de casa, ajude-a a sair dessa com realismo, determinação e coragem. 

       Também diga-lhe amorosamente que, mesmo se estiver no fundo do poço, há providências eficientes que podem e devem ser tomadas com rapidez, pois "enquanto  há vida, há esperança". 

        Compartilhe que você soube que há diversas formas de alguém se libertar da depressão, porém cada pessoa depressiva que até hoje se viu curada tem a sua própria história para contar.

       São milhares de testemunhos e milhares de caminhos percorridos. Como em tudo na vida, cada um nesse mundo percorre a sua própria estrada e não a do outro.

       Portanto, como psicanalista e terapeuta de Barra de Access e Constelação Familiar vejo sempre com meus próprios olhos todos os dias no consultório pessoas se libertando dessa enfermidade que achavam incurável. Dali voltam retomando seus caminhos com alegria após recuperarem consciência do seu próprio valor e de seus propósitos de vida.  

       Como também há sempre os melhores resultados nos consultórios psicológicos, assim como  os fantásticos  médicos psiquiatras que são os únicos que curam depressivos receitando medicamentos por eles considerados apropriados e salvando muitos dessa terrível má sorte. 

        Aliás, no tratamento da depressão o psiquiatra deve ter sempre a primeira e a última palavra.

“Quando as decepções surgem umas atrás das outras a tristeza passa a fazer parte da nossa rotina. “ (Fermino Neto)


               QUEM ESTÁ PROPENSO À DEPRESSÃO ?

       Ninguém está livre da depressão. Ela atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional qualificado.

       O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.

          A depressão não traz apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas promove alterações fisiológicas, como baixas no sistema imunológico e o aumento de processos inflamatórios. 

          Por essas e outras é que se deve conhecer a depressão para combatê-la com eficácia. Ela já figura como um fator de risco até para condições como as doenças cardiovasculares.


                IDENTIFIQUE A DEPRESSÃO

       Observando sintomas qualquer pessoa pode facilmente identificar a depressão: perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente.

     Segundo orientações do Manual de Diagnósticos de Transtornos Mentais (DSM V), para identificar uma pessoa com depressão, é necessário observar os seguintes sinais e sintomas:

Humor deprimido, e/ou
Perda de interesse ou prazer para as atividades do dia-a-dia, que são persistentes e surgem em todos ou quase todos os dias.
Além disso, a pessoa deve apresentar pelo menos 3 ou 4 de outros possíveis sintomas, como:
Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta;
Aumento ou diminuição de apetite;
Insônia ou excesso de sono;
Agitação ou lentidão;
Fadiga e perda de energia;
Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada;
Indecisão ou capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se;
Pensamentos de morte recorrentes, vontade de morrer, assim como tentativa ou planejamento de suicídio.


                        QUEM CUIDA DA DEPRESSÃO?

          Entre os profissionais que cuidam de  portadores de depressão está o psicanalista, em cuja atividade tenho alcançado ótimos resultados no consultório. 

        Por meio de terapia a psicanálise ocupa-se de entender o processo, promover o autoconhecimento e explicar para  ajudar pessoas a enfrentarem de forma ordenada a sua realidade como doente, tendo por fim contribuir para  eliminar seus terríveis sintomas ou realizar imediato encaminhamento para um médico psiquiatra.

         Os sintomas do estado depressivo devem ser observados sempre por um tempo médio de duas semanas. E não devem ser confundidos com outras síndromes psiquiátricas, como esquizofrenia ou transtorno bipolar, por exemplo, ou por efeito de doenças físicas.

       Caso haja suspeita desta doença,  procure inicialmente alguma ajuda terapêutica, que, em caso de perceber algo mais grave lhe encaminhará para um clínico geral ou psiquiatra, para que seja feita uma avaliação minuciosa, que poderá negar ou confirmar a depressão e orientar um tratamento adequado, que inclui o uso de antidepressivos e a realização de sessões de psicoterapia.



                             TIPOS DE DEPRESSÃO
                
                               1. Depressão na infância

         A depressão nas crianças, embora infelizmente seja muito comum, é quase imperceptível, pois os pequenos nem sempre conseguem expressar de forma clara os seus reais sentimentos. 

        Alguns dos sinais apresentados incluem falta de vontade de comer, brincar, fazer xixi na cama, queixas frequentes de cansaço, medo acentuado, timidez, agressividade ou dificuldades no aprendizado.

        Caso haja sintomas de tristeza ou alterações no comportamento da criança, é importante pedir uma avaliação pediátrica, psicólogo, terapeuta ou psiquiatra infantil.

         Estes poderão avaliar de forma mais específica o quadro clínico e confirmar se há realmente depressão ou apenas outro tipo de alteração, como ansiedade ou hiperatividade, dislexia etc.

           Porém há excelentes  médicos  e ótimos terapeutas bem preparados para enfrentar esse problema com a família.


                       2. Depressão na adolescência


           Às vezes não é que o adolescente seja chato pelo seu agir, ele pode estar com depressão. O que é um duplo desafio para um ser que nessa idade já seria normalmente desajustado.

         Basta observar as alterações no comportamento e no seu humor, que são comuns na adolescência, pois é uma fase de importantes alterações hormonais, além de ser um período em que começam a surgir maiores cobranças e dúvidas existenciais.

         Porém, de todo jeito é importante conhecer e  reconhecer os sinais que podem indicar que uma pessoa esteja com depressão, pois esta situação pode trazer consequências graves para a vida do adolescente, como o abuso de drogas, de álcool e até do próprio suicídio.

        Sinais que acusam depressão na adolescência: 
tristeza, irritabilidade constante, falhas de memória, falta de autoestima e sentimento de inutilidade, é muito importante procurar ajuda terapêutica e se os sintomas persistirem é recomendável  buscar o mais rápido possível uma avaliação médica para confirmar as causas destes sintomas.

         Porém há muitos terapeutas e médicos preparadíssimos para minimizar a dor dos adolescentes e  diminuir esse impacto, neles e na família.


                         3. Depressão na gravidez ou pós-parto.

         A depressão tanto na gravidez quanto no  pós-parto,  pode surgir em mulheres predispostas a esta doença, já que é um período de muitas cobranças, dúvidas e incertezas.

        Também é importante lembrar que as variações de humor neste período são até normais, como resultado de alterações dos níveis hormonais que a mulher apresenta.    

       Porém, se o humor deprimido é persistente e dura por mais de duas semanas, a mulher deve procurar ajuda terapêutica, conversar com seu obstetra, psicanalista, psicólogo ou psiquiatra para avaliar a situação e verificar se é ou não é depressão.

         E em caso afirmativo  só médicos podem receitar medicamento, os demais profissionais farão tratamento que também podem ser bem sucedidos mas sem uso de remédio.


                               4. Depressão no idoso

           A depressão no idoso pode manifestar por sinais muito  difíceis de reconhecer, pois desacostumada a prestar atenção na dor dos outros, a maioria das pessoas pode achar que a apatia ou a falta de vontade para realizar atividades são "comuns da idade", o que nem sempre é o que parece.

          Sempre que o idoso apresentar alterações do comportamento ou do humor, é indicado que faça uma terapia e que se complicar dirija-se ao geriatra, psiquiatra ou neurologista, pois eles podem não só diagnosticar a depressão, mas também podem detectar sinais de outras doenças perigosas, como demência, hipotireoidismo ou Parkinson, por exemplo.  

         Toda depressão deve ser tratada assim que identificada, pois pode trazer consequências graves à saúde do idoso, como perda da autonomia para realizar atividades, alterações da memória, isolamento social, além de favorecer a piora de doenças.
         
        Para tratar a depressão do idoso, o médico poderá indicar uso de medicamentos antidepressivos, assim como sessões de psicoterapia.
        
       A família tem papel fundamental para ajudar na estimulação do bem estar do idoso, fazendo companhia, propondo atividades de interação social e incentivo à atividade física, fatores importantes para prevenir e tratar a depressão.              


            5.                            POR QUE A DEPRESSÃO OCORRE MAIS EM MULHERES?
    
            As mulheres, em comparação com os homens, são duas vezes mais propensas a desenvolverem depressão e existem diversas explicações do porque isso acontece. 

           Primeiramente, por causa dos fatores biológicos que estão intrinsecamente ligados à emoções das mulheres, a variação de hormônios que ocorre durante as diversas fases da vida de uma mulher contribui para que a depressão se desenvolva.

       A depressão pode trazer uma enorme variedade de problemas emocionais e físicos, além de poder diminuir a capacidade de uma pessoa de realizar tarefas simples e de levar uma vida normal tanto no ambiente profissional quanto no ambiente pessoal.


        Fases de Maior Índice de Depressão Feminina.

       São as fases como o período de menstruação, a gravidez e a menopausa são momentos de grandes transformações no corpo, por essa razão também, as idades em que ocorrem essas grandes transformações, são as idades em que a depressão é mais comum entre as mulheres
Sabemos que uma das principais causas da depressão ocorre quando determinadas áreas do cérebro produzem uma baixa quantidade de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor que tem como uma de suas principais funções estabilizar emoções como o humor, mas também nosso sono e apetite

Acontece que, durante esse festival de hormônios que ocorre no corpo de uma mulher em períodos como gravidez ou menopausa, o corpo pode acabar se sobrecarregando e produzindo menos serotonina do que o normal

Mas além dos fatores biológicos, há outras coisas que podem colaborar com o desenvolvimento da depressão como fatores genéticos, o uso de drogas e determinados tipos de medicamentos. E, se todas essas coisas são sinais de perigo, a depressão em mulheres pode ser muito pior se combinada com alguns desses fatores extra biológicos.


                                   O QUE FAZER?

       Tudo passa nessa vida, inclusive a depressão.

       O mais importante é admitirmos a verdade e buscar ajuda.  Jamais acreditar que justamente a sua depressão seja  incurável, pois todas as possibilidades estão disponíveis para serem acessadas seja por terapia seja por intervenção médica; pois Dorthy Rowe escreveu: “a depressão é uma prisão em que você é tanto o prisioneiro como o carcereiro cruel.”

        A grande maioria dos pacientes que passam por tratamentos de depressão se recuperam totalmente, mas também há casos de pessoas que ficam com dores de cabeça crônicas e que precisam tomar medicamentos controlados constantemente.

        Mas a boa notícia, é que de uma forma ou de outra, os grandes sintomas e a pior parte com certeza vão embora depois de um tratamento feito com terapia e a ajuda de medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos, em alguns casos mediante  acompanhamento médico.

      Você pode se libertar da depressão e pode auxiliar quem você quiser que não fique sofrendo nesse cárcere horroroso.

       Por fim, para superar essa terrível doença mental você pode começar por estas medidas bem fáceis:

Controlar os pensamentos negativos
Começar a fazer atividades pouco a pouco e não fechar-se em casa
Fazer algum esporte
Praticar uma fé religiosa
Cantar, dançar, amar
Socializar-se
Propor-se a desafios novos
Criar novos recursos pessoais e sociais
                     
                  Nunca perca a fé na vida. Boa sorte.

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