Gosto de falar desse irmão guerreiro que tem mais ou menos a mesma história de órfão que eu, sendo criado na fornalha que é viver ao sabor do infortúnio numa unidade da FEBEM (Fundação do Bem Estar do Menor), que destruiu a vida de muita gente.         
Direitos do vídeo: Programa Municípios em Ação com Renato Muniz  - TV Nova Iguaçu - Baixada Fluminense. https://www.youtube.com/watch?v=A1LDh4jkSL0&feature=push-u-sub&attr_tag=PusdyrJxIsP-vgcs%3A6


            Não para se lamentar do passado insuperável, mas para erigir um novo futuro transformável para menores que ainda carecem das mesmas coisas que ele quando menino, mantém, na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, o Grupo Pró- Menor, um núcleo de atendimento para menores em situação de risco social, 
promovendo sua inclusão social e estimulando seu ingresso no mercado de trabalho. 

        Ao longo da década de 1990, sua organização ampliou ações para 18 estados brasileiros, com a criação de núcleos em bases aéreas, unidades do exército e da marinha e em postos policiais e do corpo de bombeiros. 

       Sua história triste é digna do orgulho nacional em que ele se tornou. Mesmo chorando toda vez em que conta sua vida, percebe-se ainda hoje como nesse vídeo gravado em maio de 2019 que ele chora mais com a desgraça dos companheiros do que com as agruras pessoais. 

                           

       Carlinhos perdeu a mãe aos nove meses e foi entregue pelo pai a uma vizinha que, por sua vez, o encaminhou à Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem). 

       Passou a infância e a adolescência em 12 orfanatos de três estados, fugiu algumas vezes, e viveu um ano na areia de Copacabana, no Rio de Janeiro. 

      Entre as fugas, sempre retornava à Funabem, mas ao concluir os estudos, constatou que por ter a Funabem em seu currículo, era muito difícil conseguir emprego. 

      Alistou-se então na aeronáutica e depois da promoção a sargento, decidiu fazer algo para ajudar crianças e jovens com história semelhante à sua. 

      Realizou e realiza uma série de conferências no mundo inteiro sobre o lado positivo no cotidiano dos meninos da Funabem como produto da rejeição social. 

      Por isso, em seguida, criou o Grupo Pró-Menor, para consolidar a sua ação. Os núcleos da organização oferecem a crianças e jovens alimentação, esporte, profissionalização e encaminhamento ao mercado de trabalho. 

       Além disso, apóia as comunidades próximas em campanhas de vacinação, com transporte de doentes, coleta e doação de alimentos. 

      Em consonância, um terço dos 3.000 jovens graduados por meio do programa ingressaram na carreira militar e os demais estão empregados nos setores formal e informal.

      Parabéns, viva o Carlinhos Pró Menor. 

      

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