Há quem pelas experiências de sofrimento da vida tenha se cansado de aliementar uma dolorosa fama de bom e  compreensivel além da conta, além do que o próprio coração é capaz de suportar.
                                                    


              Olhar as pessoas com intenção precípua de julgamento, muitas vezes é bem cruel e injusto, principalmente quando baseamo-nos na aparência superficialmente analisada pelo que mal vemos.  

      Tiramos conclusões precipitadas, antecipando-nos à convivência com o outro, esquecendo-nos de dar tempo ao tempo, para que a verdade de fato se faça presente.

            Todos nós passamos por poucas e boas antes de chegarmos onde estamos, tudo o que somos hoje carrega as marcas do passado, uma energia construída com certa carga emocional e esforço físico.

          Como se vivêssemos numa forma que nos moldou feito o vaso na mão do oleiro.

           Tudo que é de mais é muito. A gente vai se transformando ao longo dos acontecimentos, um fato atrás do outro, sempre, aprendendo a conviver com certas coisas que jamais poderiam ser consideradas boas ou ruins certas ou erradas, mas apenas vida.
           
            Por essa razão, não devemos criticar as pessoas pelo jeito de ser delas. Nesse mundo somos gente tentando seguir em frente, enfrentando batalhas interiores que só elas e Deus conhecem.

          E, quando se trata de pessoas mais próximas, nós  precisamos prestar atenção a todo momento aos sinais que seu comportamento nos envia. De outra maneira não será possível ajuda-las eficaz e efetivamente ao ponto de alcançarem a superação do problema.

           O essencial é entender o silêncio ensurdecedor e profundo de quem caminha perto de nós; as entrelinhas dizem tudo sempre, o que elas dizem é aquilo que não retorna mais, percebendo a tristeza no fundo dos olhos, as mudanças mínimas na fixação ou não do olhar que nos indicam que algo pode não estar indo bem.

             Infelizmente, a maioria de nós só percebe a frieza cansada do outro quando o abismo emocional já se encontra quase irreversível. Sem uma boa terapia essa tragédia fica parecendo insuperável e ai surge a ansiedade ou depressão, onde quase nada mais importa.

            Conviver requer prestar atenção, cuidar, regar, importar-se, mais do que oferecer presentes e conforto material, embora isso seja o pilar do conjunto da obra.

           Devemos achar tempo e graça para admirar a luz de quem caminha conosco estrada afora. Estimular para que avancemos todos brilhando naquilo que conseguimos ser the best.
           
           


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