"Mas o caminho dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ficar dia perfeito."  (Pv 4:18)
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                               Um abismo chama outro abismo?



       Muitos estudiosos da Bíblia têm interpretado este versículo profundo para fazer um paralelo com o pecado, a frase: 

       "Um abismo chama outro abismo" tem sido usado para fazer analogia ao pecado, pois dizem que quanto mais você peca, mais você estará perdido e atolado na lama. 

       A grande verdade é que o ser humano evita pensar nisso mas não tem como estar mais atolado na miséria espiritual em que ele se encontra. Conforme  Efésios 2:1: "O Homem é totalmente depravado e morto em seus delitos e pecados."

      Como estamos incluindo aqui uma leitura comportamental e exegética do texto e não apenas religiosa, quero que você faça tranquilamente uma analise desse texto comigo, sem necessidade de provar nada nem de convencer outrem a pensar como desejamos. 

     O que será que o Salmista estava falando? 

     Temo que sendo o texto bem abrangente, ele possa se prestar ao entendimento de uma maneira tão profunda, quanto sabemos que o é o mais profundo abismo!

    O salmo 42 começa com a alma do Salmista anelando e ansiando por Deus, demonstra o "desespero" do Salmista em procurar refrescar sua alma cansada:

    Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! vs:1

     Podemos pensar também numa outra analogia que pode ser feita.

     Há, no fenômeno da vida na selva, uma fraqueza em si mesmos que os inteligentes cervos conhecem e tentam minimizar. 

     No momento em que os Cervos estão sendo caçados por outros animais ou predadores, dizem os estudiosos da vida selvagem, eles tendem a procurar água para beber e se refrescar. 

     Conforme um amigo veterinário,  isso ocorre quando  o cervo sai correndo ou caminha acelerado; nesse ato o indefeso animal deixa o seu cheiro peculiar por onde passa, pelo caminho todo como se fornecesse um mapa de localização num GPS, facilitando assim ser encontrado pelo predador com real fatalidade. 

     Porém, algo ele pode fazer em favor de si mesmo, chegar o mais depressa nas águas e se safar, pois quando o cervo encontra as águas, ele dissipa o seu cheiro e por um momento sabe que estará seguro de seu predador e não estará localizável muito facilmente pelo voraz caçador...  O Cervo se sente seguro nas águas, pois ele sabe que ali ele encontrara duas coisas.



                        Agora é sobre nós e as nossas lutas

            
                  
      Há momentos em que os cervos somos nós espalhando o cheiro do medo e da necessidade na selva de pedra, indicando com nossa fragilidade para os predadores e caçadores que se virem nos comer vivos sairão vitoriosos, então eles começam a fazer a exploração de nossos limites. 

      Deus nos dá o suprimento para a nossa sede.  Seja qual for a sua crença, é de Deus que vem a infalível proteção.
      
      Muitas vezes nós estamos correndo do inimigo e nos cansamos, ficamos exaustos e com sede, então começamos uma procura desesperada pelas  águas. 

      Porém como seres espirituais, na verdade, nós nunca deveríamos ter deixado as águas, não as águas de um rio qualquer, mas as águas do Espírito, que são nossa proteção e suprimento. 

      Na nossa procura ficamos exaustos, então nossa ALMA fica sedenta e ansiosa por encontrar as águas.

      A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? - Vs 2

       As águas são o próprio Deus, nossa proteção e provisão, nosso alimento e sustento são o próprio Deus, Ele é a fonte de tudo que nossa alma precisa.

      A Alma é composta por Mente, Emoções e Vontade recheada de liberdade e inteligência. 

      Nós precisamos do auxilio de Deus para renovar nossa mente, assim como também precisamos de seu refrigério para curar nossos sentimentos e emoções e para dominar nossas vontades. Precisamos dEle Eternamente, e só conseguimos parar de procurar quando contemplamos sua face.

     Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. Vs 7.

      Com o contexto que apresentei dá pra ver que a profundidade de expressão do salmista não se referia ao pecado, quando ele diz:

     "Um abismo chama outro abismo" Ele está se referindo a um desejo PROFUNDO que o faz cada vez mais ansiar e desejar desesperadamente a presença de Deus.  " ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim."

     Ele está expressando aqui sua experiencia espiritual de desfrute da presença de Deus, é como se ondas de prazer diante Dele os esmagassem e passassem sobre ele, ele não tem como expressar melhor, ele anseia por isso continuamente e não para de perguntar: "quando experimentarei isto novamente?"
      

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