Um pouco de humildade pode nos ajudar a abrir o coração às ideias dos outros?

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         “Eu sei o que estou fazendo!” 

         “Quem é você para me ensinar como fazer isso?” 

         “Eu faço isso há 20 anos e sei como é.” 

         “Confie em mim, eu sei o que estou fazendo!” 

          Essas são expressões que escutamos são bem recorrentes, e, sempre, vem de alguém teimoso que não está disposto a ouvir o que alguém lhe diz.

          Hoje, vivemos em um mundo onde a flexibilidade é essencial: é necessário saber adaptar-se e ajustar-se. 

          O que é mais difícil para nós mudarmos – e todos nós provavelmente já sentimos isso – é o nosso próprio caráter. Mas só porque é difícil, não significa que seja impossível.



         Primeiro, devemos distinguir entre temperamento e caráter.


         Nosso temperamento é algo que não muda, pois nos caracteriza desde o nascimento. Por exemplo, as pessoas são mais ativas ou sedentárias, mais sentimentais ou mais fleumáticas, impulsivas ou reflexivas. Isso tem a ver principalmente com nossa constituição biológica, e essas tendências provavelmente nunca mudarão.

         Nosso caráter, ao contrário, tem a ver com nossa educação e nossos hábitos, e é algo que podemos moldar. 

         Com cada decisão que tomamos em nossas vidas, ajustamos nosso caráter e até mesmo fazemos mudanças significativas – ou podemos simplesmente repetir a mesma coisa que sempre fizemos. 

         Dessa forma, formamos nossos hábitos, que são virtudes se propriamente orientados, ou vícios, se forem desordenados.


                                        O que é a teimosia?


          A teimosia é a atitude ou o vício de não querer mudar de ideia ou de não ouvir o conselho de outras pessoas e de persistir nos próprios erros.

          Infelizmente, quanto mais velhos ficamos, mais teimosos tendemos a nos tornar. 

          Por um lado, ganhamos experiência com a idade e muitas vezes nos orgulhamos disso. 

         Parece difícil acreditar que alguém com experiência semelhante ou menor possa saber mais ou melhor que nós, por isso achamos que não precisamos mais de ninguém para nos ensinar.

          Além disso, à medida que envelhecemos, fica mais difícil aprender coisas novas, e nossos hábitos de pensamento e comportamento estão mais arraigados. 

         Geralmente nos tornamos menos receptivos e mais propensos a manter nosso modo de pensar e agir. Tendemos a pensar: 

         “Estou bem do jeito que sou, por isso é melhor não tentar mudar”.

          Embora a teimosia seja natural até certo ponto, ela não é boa para nós. Uma pessoa teimosa raramente irá melhorar seu caráter. 

         Ela também não quer se adaptar às exigências de se relacionar com outras pessoas no trabalho ou em casa. 

        Pessoas teimosas tendem a ter de “fazer do jeito delas” sempre, e quanto mais comprometidas estão com alguma coisa, mais elas têm a mente fechada e não estão dispostas a ouvir opiniões diferentes.



       É possível superar a teimosia?

      Quem é teimoso não está condenado a ser assim para sempre. 

      Lembre-se, a teimosia é, pelo menos em parte, um hábito e, portanto, uma propriedade de nosso caráter (que pode ser mudada), embora possa estar baseada em um aspecto de nosso temperamento.

       Primeiro, pode ajudar recordar os momentos em que, devido à nossa teimosia, tivemos más experiências ou talvez falhamos completamente. 

       Você já teve a experiência de experimentar alguns projetos do tipo “faça você mesmo” pela casa? Ou talvez na cozinha? Mais de uma receita pode ter acabado no lixo, porque você não seguiu o conselho de alguém que conhecia melhor tal atividade. 

       Precisamos aprender com nossos erros, pois não somos infalíveis.

      Em segundo lugar, precisamos cultivar a virtude da humildade. Ser humilde significa reconhecer a nós mesmos como somos: não somos perfeitos e todos temos defeitos. 

       O fato é que, na verdade, não sabemos tudo. Se formos humildes, estaremos abertos para aprender, para ouvir conselhos e para seguir esse conselho sem sentir que estamos sendo fracos ou rebaixados.

       É difícil ajudar alguém que não ouve a razão, que tem que fazer tudo absolutamente do seu jeito e que persiste no erro. No final, a teimosia é uma manifestação de orgulho disfarçado de experiência.

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