Do que podemos aprender com as lições do rei do futebol essa foi para todos uma oportunidade e tanto.....

                                  

          Assistindo o sofrido jogo de Brasil e Costa Rica no suntuoso estádio de Krestovsky  em São Petersburgo , Rússia, parei de olhar a tv e  abri o computador.  Sou do tipo que nunca se desliga da vida. 

         Fiz isso, mas, em compensação passei  a necessariamente ouvir mais a voz sonora  do Galvão Bueno com suas pérolas e  históricas.  

        Neymar é gênio mas está enfermo. Em troca disso, covardemente,  abandonei meu espírito de torcedor e num devaneio meti a roupa de professor de comunicação, me lembrando de um princípio de comunicação,  que rolou numa das copas passadas.

         Não sei muito se foi o Luiz Fernando Lima, Ali Kamel, não sei, mas um dos gênios do jornalismo esportivo da Globo, outrora, escalou o rei Pelé como comentarista de futebol. 

         Não sou tinhoso, nem vingativo, mas foi um fiasco a passagem deste admirável brasileiro pelos microfones da Globo.  

        Naquele picadeiro só tem lugar para um prolixo, Pelé que ganhou a vida e fez belos horizontes observando detalhes de tudo e de todos em campo, caiu nessa de aceitar o contrato e foi, dali, sentado na sombra confortável, cumprir a missão de dizer com a boca o que ele diria com o pé no sol e com dor no corpo.

         Se tem uma coisa que Pelé acredita é que ele é o rei do futebol. Nós  também acreditamos e o reverenciamos com merecimento absolutp. 

        Mas você pode ser rei sem usar a carteirinha, como Roberto Carlos, Charles de Gales, Grande Othelo, Cid Moreira; Pelé não, ele tem merecidamente posição pessoal de celebridade,  rei do futebol. 

       Como ele foi na bola ele caiu no embaraço de se levar mais a sério do que precisava e de valorizar muito os bajuladores e interesseiros.

       Todo mundo, por isso, numa Copa, minimamente, quer saber a opinião dele, o que aconteceu com o que, com quem.... e se ouvir da boca de Pelé melhor para todos. A

       Globo então o contatou para fornecer essa total credibilidade mundial e comercial, óbvio, que é o que talvez mais interessasse.

       Só que o tiro não saiu pelo cano certo. Pelé acreditou muito em sua honrosa palavra e por força do contrato pensou que tinha quase o jogo todo só para ele falar. 

       Por traz da câmera ficam os manda chuvas dos interesses dos negócios da transmissão esportiva, os  forjadores da performance da equipe no conjunto da ópera. 

      Ficamos todos confusos e adorávamos o Pelé ali, com a gente, traduzindo até a qualidade do gramado e o teor dos olhares dos jogadores.           

      Perdemos de repente como quem estava numa missa com o padre sentado ouvindo o coroinha fazer o sermão. 

      Pelé vê o que ninguém mais vê. Pelé é o futebol até alguns milênios para frente. Doido do Maradona tentar competir.

     Mas ao microfone Pelé é quase pior que eu. Antes da morte, será bom Galvão Bueno explicar essa coisa horrível que foi bater nas portas do movimento negro e paira por lá até hoje uma sensação, como públicou a ONG Ypê Afro do senador Abdias do Nascimento na semana passada,  de que a Globo lembra que o negro é bom para jogar mas não bom o suficiente para pensar o futebol..

       Fica nisso minha homenagem ao eterno rei do futebol  e a você a dica de que toda vez que for dar um passo se lembre de que o pulo do gato é o inicio, quando você avalia o pretexto e o contexto que tem diante de si, as razões porque elevaram tanto a sua pessoa ou depreciaram como em muitos casos. Avalie, decida, aja e reavalie o processo diante dos resultados obtidos e almejados.

       Saiu o primeiro gol do Brasil em cima da Costa Rica pelos pés do genial Filipe Coutinho e se tiver mais algum não estarei aqui para contar. 

      Ah, deu ainda, acaba de ter também o segundo acima dos 50 minutos, de Neymar Jr.  Graças a Deus, pelo filhinho dele, principalmente. E por você, se não se ofender, claro.

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