A resposta ao título desse artigo é AMAR A SUA MÃE!!!!

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      O holandês que trabalhou sessenta anos como missionário no Brasil, padre Eusébio van den Arweg, dizia que "se as palavras educam, o exemplo arrasta".  Os pais são professores de paternidade para seus filhos, a mãe professora de maternidade. 

      Amar é dar de si como exemplo, num amor com verdade, amor respeito, amor que se importa, amor frutífero feito árvore frondosa. 

      Até mesmo aquela gratidão e o carinho que permanece quando o amor acaba, pois restam sempre coisas dentro de cada um, firmando que jamais podemos desistir de amar.

      Quem se sente obrigado a ficar junto de quem não ama mais? Quem  acha que merece manter um relacionamento fracassado por conta de aparências e por ter de prestar contas à sociedade? 

      Onde não há amor é possível ser ou fazer alguém feliz? Sendo assim, quando se opta por ficar e permanecer junto, há necessidade de amar em palavras, atitudes, olhares e gestos. Amar com verdade e reciprocidade torna tudo mais gostoso e bonito.

      Muitas vezes, em nome dos filhos, casais continuam arrastando a duras penas o casamento falido, que já terminou sem ter havido chance de diálogo mútuo.  

      Quase sempre o argumento é patrimonial, religioso ou por certa suposição de que a separação pode trazer consequências e danos a quem ali está envolvido diretamente. 

      Não raro, por medo de que os filhos sofram muito, por exemplo, há pessoas que não conseguem se libertar de um relacionamento que nada lhes provoca além de dor, tristeza e desesperança entre outras. 

      Abafam o sentimento de culpa por terem fracassado no amor escolhendo não viver, porque só assim se acalmam ou pensam que se acalmam.

      No entanto, caso mantenhamos um casamento falido às custas de  sorrisos amarelos e brilhos ensaiados no olhar, de compensações materiais e patrimônio protegido, de chavões decorados e piadas prontas - poderá tornar-se impossível conseguirmos disfarçar nossa infelicidade  principalmente aos filhos, que hoje são muito mais espertos do que nós. 

      Filhos são fortes e capazes de entender nossas escolhas, por mais que demore, pois querem também a felicidade dos pais.

      É inegável que preferem ver os pais juntos, mas juntos, se felizes. 

     O lar é onde repousamos nossos medos, onde descansamos nossas tempestades, onde repomos nossas energias. Mas tem que ser um lar oásis onde nos refugiamos no fim do dia, onde o amor é o artífice da paz, onde a harmonia se instale de maneira natural e verdadeira. 

     Os pais são exemplos e vê-los juntos de fato leva os filhos a acreditarem na mágica do amor, na cura do aconchego em casa e no alívio que esses sentimentos carregam como arquétipos da humanidade.

     Porém, esse exemplo também pode ser dado quando os pais se mostram corajosos o bastante para perceberem que não mais poderão viver juntos e que terão de encarar uma nova forma de relação. 

     Só a verdade liberta nessa hora. Um rompimento maduro e consciente, consegue passar aos filhos belas lições importantes de fé na vida como a necessidade de se buscar incansavelmente a própria felicidade, porque, sem ela, ninguém conseguirá se manter inteiro e a capacidade de o ser humano recomeçar, enquanto houver um amanhã. 

     Mais do que nunca a expressão de amar o outro e amar a si mesmo pode simplesmente ser deixar o outro ir, para ser feliz, mesmo que para muito longe, para encontrar o que e quem quiser num futuro incerto que de tão sonhado jamais poderá ser pior que fica contra toda esperança. 

     Sou adepto apaixonado dos casamentos eternos e das relações tipo até que a morte os separe. Mas também sei entender e ouvir quem não suporta ser dessa forma. Mas o amor dos pais juntos é benéfico, da mesma forma que tudo o que o amor constrói somando-se ao respeito entre pai e mãe, ainda que infelizmente venha a se separar, sempre será um exemplo positivo aos filhos.



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