Nós podemos curar as relações amorosas, intimas e familiares, com  identificação e  tratamento das Ordens do Amor? Isso é realmente possível? Como é possível?

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     Angélica e Luciano Huck, gratidão pelo testemunho de família. Como o amor é possível.

         Segundo o psicanalista Bert Hellinger, criador da terapia de Constelação Familiar, há sim meios de se despertar a consciência dos envolvidos para desemaranhar os laços afetivos entre eles e refazer o fluxo do amor com mais consciência e menos ilusão:  

“É suficiente ter um bom parceiro, não precisa ser perfeito, pois o que é perfeito não se desenvolve, já está pronto.  A imperfeição é estimulante e permite às duas pessoas crescerem juntas”, defende o grande teólogo Hellinger.

          O desejo de amar e ser correspondido é universal, por isso o método das Constelações Familiares não encontra barreiras culturais e desperta interesse em vários países e em todas as classes sociais.

          Segundo o iluminado criador da Constelação Familiar Sistêmica, uma pessoa ao vir ao mundo no seio de uma família, não herda somente o patrimônio genético, mas também os sistemas de crença e esquemas de comportamento.

        “Nossa família é um campo de energia no interior do qual nós evoluímos. Cada um, desde seu nascimento, ocupa aqui um lugar único”, esclarece o doutor Bert.

       Somos, também, mantidos em nosso campo familiar pessoal e individual num nível determinado, que entrava ou faz crescer a nossa disposição para ser feliz, escolher livremente, ter êxito naquilo que empreendemos, para fazer durar os relacionamentos agradáveis, a saúde, o bem-estar e também as doenças.

        Em seus livros livros de grande utilidade aplicada, Hellinger escreve que o amor deve ser um sentimento recíproco, uma troca salutar, o amor deve ser dado e recebido o tempo todo, do primeiro ao último instante de vida.

        Em sua terapia dos relacionamentos, Bert colocou e no consultório vemos o quanto ele estava certo em ver como imprescindível reconhecer a aceitação do afeto experimentado em relações anteriores: um novo amor só poderá ser bem sucedido se houver um sincero reconhecimento de tudo o que nos foi dado pelos relacionamentos anteriores.

        Por exemplo, aquela frase de que qualquer um (a) ex é para sempre, é a mais pura verdade. Não existe um(a) “ex”, quando tiver havido afeto.

         Claro que não é uma verdade absoluta pela qual você deve cegamente matar ou morrer para que seja exatamente assim na sua vida, pois obviamente devemos superar o peso do sofrimento pelos relacionamentos passados.

        Mas o afeto estará sempre ai presente: a carga emotiva positiva ou negativa que esse relacionamento nos causou.

        Assim, Hellinger desfaz qualquer imagem de amor baseada em ilusões – ele acredita que o amor possa se expandir na medida em que reconhecemos e agradecemos o que cada relacionamento acrescentou a nossa vida:

 “Se você amar alguém depois, não poderá agir como se não tivesse vivido outro amor antes.

        Se aceitar o que foi vivido, com respeito e gratidão aos antigos parceiros, as próximas relações com certeza virão com boas energias e enormes possibilidades de serem bem sucedidas.

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