"Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro."

                              “Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro.”

         Normalmente gostamos de viver cercados de gente por todos os lados. Parece sucesso andar falando ao celular, ser reconhecidos na rua e elogiados pela multidão que, sedenta, profere palavras de reconhecimento como se de tão admirada, nos elegeu como quase insubstuíveis.

       É quando caimos na armadilha de achar que todo mundo é amigo. Que todos só nos desejam o bem e não almejam ser o que somos, ter o que temos, ocupar o nosso lugar até na cama quem sabe. 

     Mas, em geral estamos rodeados de pessoas invejosas mas não nos damos conta porque não sintonizamos a vibe correta que poderia detectar a onda de  energia negativa que isso traz. Dessa forma descemos carregando o peso da montanha nas costas quando nosso propósito era subir com facilidade, alegria e glória.

       Nossa inesquecível professora no Ginásio Padre Fabiano, lá na bucólica Capivari de cima, alto da sorocabana, SP, tinha em seu caderno de apontamentos a inscrição: “a luz que me guia é maior do que os olhos que me cercam”. 

     Tempos depois, mais velho, virei amigo pessoal dela e descobri o quanto ela tinha medo dos invejosos. Porém ela mesma, cá entre nós, sentia inveja, sabia-se, das outras professoras melhor avaliadas que ela, outras que subiam para cargos acima do dela, salários superior ao dela.... vim a saber que as vezes quem mais teme os efeitos da inveja é quem mais a alimenta dentro de si.

    Com o livro de Provérbios, na Bíblia, aprendemos que “o coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos”. (Pv 14:30)
      Um cantor e ator de meu circulo de relacionamento, diz sempre que um amigo invejoso vale por dez inimigos.

   Por isso, é aconselhável que estejamos sempre atentos às pessoas em nossa vida.

  As pessoas que nos cercam ou nos acompanham às vezes, nem percebemos, mas elas nos perseguem com o desejo de tomar o nosso lugar.

     Muitas até nos elogiam o tempo todo, batem nas costas, são solícitas, simulam cenas de boa vontade, nos bajulam, mas não por admiração, mas pela necessidade de extravasar a sua incompetência interior.

     Mas saiba-se com total certeza que estando por perto essas pessoas têm uma grande influência em nossas vidas, e, não raramente, essas pessoas ora inconvenientes podem definir coisas fundamentais que determinam efetivamente se teremos mais oportunidades de criar a abundância ou de amargarmos na escassez.

      Difícil alguém altruísta o suficiente para desejar em essência o bem dos outros, o sucesso alheio, a prosperidade em bolso de amigo.

    Em geral, teme-se mais êxito dos outros do que a desgraça pessoal. O sorriso no rosto do amigo custa muitas lágrimas secretas para amigos invejosos de plantão com energia da demolição.

  Somos sempre os principais responsáveis por tudo o que acontece conosco, mas, é inegável que quando abrimos a guarda para os nossos amigos, familiares estamos dando a eles o poder de fazer de  presas fáceis na mão destes invejosos que nos vem ao nosso encontro furiosos, trazendo energias negativas e desejos destruidores de fracasso e desgraça.

  Desde cedo, quando começamos a nos relacionar com os outros, começamos a atrair pessoas para junto de nós; algumas realmente importantes para a nossa história e outras que foram  apenas de passagem.

    Porém quando vamos perceber a importância de alguém em nossa vida, esse alguém já influenciou muito o nosso destino.

     Pelo tempo, com as experiências da vida, aprendemos a identificar quais pessoas somam valor, porque são nossas amigas de verdade e quais estão ali só por puro interesse de subtrair o que temos de melhor e levar por água abaixo o nosso crescimento e felicidade.

      Até hoje a sabedoria com intuição funcionaram para quem as usou. São mesmo as principais ferramentas que temos à disposição para selecionarmos com toda cautela os amigos que caibam nos dedos da mãe que podemos permitir caminhar conosco.

    Usando bem a sabedoria, vigilância constante, observação e intuição podemos e devemos de vez em quando reavaliar todas as pessoas que temos ao redor, novas e antigas, para identificar com lucidez quem realmente merece ficar.

     Aprendi a fazer isso com o padre Aloisio van Lunteren no Seminário dos Sagrados Corações, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba.

   Porém, olho aberto ai, porque mesmo quando sabemos quais são os nossos falsos amigos, quem tem e quem não tem inveja de nós, mesmo nessas condições é difícil afastá-los.

    Nós seres humanos temos uma tendência maior para o sofrimento, uma preferência velada por comiseração que atraímos com maior facilidade e valorizamos aqueles que nos fazem mal.

      No entanto, em terapia, todos descobrem que mesmo sendo  complicado deixar esse alguém ir, mesmo que já esteja há muito tempo ao nosso lado e por quem sentimos amor.
     
     Não raro tendemos a amar quem nos prejudica e a relativizar o amor de quem nos ama. Por que?
   
   Porque em nossa busca inveterada por comiseração achamos mais fácil sofrer do que gozar, chorar do que rir, fracassar, do que tentar o êxito.

     Criamos um vínculo nefasto com as pessoas com as quais convivemos com assiduidade, e mesmo quando sentimos que alguém não parece feliz com nossas conquistas, precisamos de um esforço extra, algo mais forte para separarmos delas.

      Nenhuma dor, porém, é maior do que uma ferida aberta por quem gosta de mentir para si mesmo, juntando-se a quem não quer ajudar a construir, mas a destruir o lindo castelo da sua vida. Saia fora.


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