Podemos combinar que o propósito do hinduísmo é auxiliar a humanidade no caminho da libertação, da consciência e da harmonia?


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       Sei pouco da filosófica religião hindu. Quase nada, para ser sincero, quase mesmo, nada. Nada.

       Mas, o pouquíssimo que sei recebi de fontes seguras e maduras, indo a lugares sagrados deles a trabalho, por certo, mas indo lá.

       E se sincero tiver que ser, sincero serei em dizer que um cidadão indiano característico nunca se diz grande conhecedor da sua filosofia ou a sua religião ou a sua sociologia ou até mesmo a sua história, amplamente formadora de consciência como possível mãe das outras religiões.

       Mas sempre as apresenta como parte integrante de seu viver, algo sem o qual não consegue viver, tal como fazer suas necessidades fisiológicas no banheiro, comer, respirar e beber água; ser hinduísta é ser holístico, inteiro, como a própria terminologia diz.

       Inclua-se a tudo isso um delírio total com a introspecção, ascetismo e calmaria mental para fins de efeito espiritual.

      Falei que não sabia nada, mas sei que não sei, por isso talvez seja útil mostrar que sei um pouco e esse pouco ouso compartilhar com pacientes inveterados que aparecem toda vez que alguém lança um artigo e põe na rua.
                                                               

      Quem me ensinou bastante coisa do pouco que sei do hinduísmo foi o discípulo do Osho, insigne Waldemar Falcão, em nossos velhos e bons tempos de Globo.com, quando juntos dirigimos uma equipe porreta que mapeou mais de duas mil religiões e filosofias do mundo inteiro.

     Dividimos tudo orientados pelos criadores da ideia o Jonas Suassuna e o memorável jornalista do Globo Amauri Melo, que virou estrela e agora deve ser editor do principal jornal do céu.

     Também o professor Hermógenes perdeu/investiu muito tempo comigo falando de coisas e princípios da Índia. E eu mesmo fiz umas várias versões do poema hindu Desiderata encontrado sobre o banco de uma igreja em Baltimore, EUA, que teria sido escrito no ano de 1692 por um monge hindu. Todas elas gravadas na voz de Cid Moreira, como também a do Frias.


      O Desiderata, que quer dizer lista de desejos, foi inicialmente traduzido para o Português por Otávio Frias e depois por mim em várias versões.

      Conforme está RESUMIDINHO no Desiderata, o hinduísmo é uma filosofia de vida que nos ensina a pensar nossa existência, enxergando as coisas de maneira bem mais ampla e espiritual.

       Também sei contar outros alguns segredinhos esparsos da religião hinduísta por causa do bom amigo Chandra Maharagi.

     Maharagi era editor referência no jornal Hoje da TV Globo e fez um terrível quadro de insatisfação na vida, consigo mesmo e com o sistema, foi evoluindo e  se evoluindo ao ponto de surpreender o planeta virando de consumista da mídia a propagador da fé no Hare Krishna.

    Como jornalista virou logo editor de livros, jornais, filmes e produções culturais, onde é monge conceituado e um dos líderes da religião na Americana Latina.

       Foi Maharahi por exemplo que me deu um belo exemplar do  Bhagavad Gita (canção do bem-aventurado) e me falou dos grandes mestres de antes e de depois do venerável Bhaktivedanta Swami Prabhupadaa, o fundador-acharya da Sociedade.

        Escrito em sânscrito, esse texto relata o diálogo de Krishna, considerado como a suprema personalidade de Deus - verdade absoluta e inconcebível - com Seu discípulo guerreiro em pleno campo de batalha.

      Convenhamos uma luta meio calcada em arquétipos semelhantes a de Miguel Arcanjo e seus anjos companheiros contra os do mal, Lúcifer pelo meio, tipo assim, onde incluído  fica e incluído está o jargão do bem contra o mal, do mocinho contra o bandido, do certo e contra o errado.  

      Arjuna representa lá o papel de uma alma confusa sobre seu dever e recebe iluminação diretamente do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto realização ao explicar-lhe a conduta, o sustentáculo do Reto Agir (o dharma, o karma-yoga, o serviço desinteressado).

      No desenrolar da conversa são colocados pontos importantes da filosofia divina, que incluía já na época elementos do bramanismo e do Sankhya, vamos assim dizer.

        A obra é uma das principais escrituras sagradas da cultura da Índia e compõe a principal obra da religião Vaishnava, que envolve várias ramificações de fé em Vishnu ou Krishna, dentre as quais o popularmente conhecido movimento para consciência de Sri Krishna, que a difundiu, a partir de 1965, no ocidente, através de Bhaktivedanta Swami Srila Prabhupada.

      Aprendi que na filosofia hinduísta, todas as nossas atitudes possuem consequência, sejam positivas ou negativas, e os praticantes devem ter a missão de se tornarem conscientes sobre seus deveres e responsabilidades na vida.

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