O dia que me foi permitido conhecer Ephesus, Éfeso, na Turquia, me deslumbrei. Vi tudo se passar ali no meio daquela paisagem lúgubre quase amorfa, entrei no túnel do tempo e retomei as epístolas apostólicas. 



      Não sei se consegui mas tentei entender porque Paulo de Tarso era tão encantado com aquela antiga cidade grega que depois virou romana, mas que até naquela minha visita jornalística mantinha heroicamente boa parte da sua história através de alguns edifícios da época.

      Durante o império romano, Éfeso foi a segunda maior cidade do mundo. As  primeiras pessoas a habitar a cidade foram as mulheres amazonas,  hoje retratadas sempre com  uma mama a menos, pois como eram guerreiras muitas tiravam essa saliência (o seio, o peito) para melhorarem o manejo do arco e flecha.

      Porém, mais tarde, bem depois delas, Alexandre, o Grande, tomou a cidade para os persas, antes dela se tornar integrar o império Romano como no tempo em que foram escritas as Cartas de Paulo. 

      Sempre me fascinou a forma como o Apostolo descreve a navegabilidade na região de Éfeso. Compreensível apenas porque, diz-se por lá, e eu ouvi de muitos, que o mar naquele tempo estava muito mais próximo da cidade do que hoje em dia.
  

         Por isso ali Paulo deixou uma mensagem parodiando a vida militar em tempos de ameaça de guerra, principalmente no capítulo 6 da famosa e formosa Carta aos Efésios. Ele elevou o arrasador conhecimento que possuíam  da presença de inimigos fortes, para falar também de coisas espirituais, as coisas que ele denominou de "coisas do alto".

        Na vida real os verdadeiros inimigos nem sempre são humanos, mas espirituais. Por isso, Deus lhe dá uma armadura espiritual: o cinto da verdade, a couraça da justiça, o calçado do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. 

       Quando você usa essa armadura, você fica protegido e preparado para enfrentar as batalhas.

       Estamos vendo e vivendo dias horrorosos na América Latina com o iminente ataque estrangeiro na Venezuela. E a demanda diplomática com ares requintados de guerra fria que sobrepuja a bilateralidade da Rússia e dos Estados Unidos, passando hoje também pela China e quase nada pela falida Europa. 

       Teoricamente aparenta ser uma luta do bem contra o mal, do mocinho contra o bandido, mas em continuo vem a certeza de que todo interesse recai sobre algo que poderia ser a riqueza absoluta da Venezuela, o seu imenso parque petrolífero.

        Como sempre estive onde a notícia acontece, participei de um partido político como presidente no Rio de Janeiro nos anos 2006 e conheci vários militares que se candidataram a deputados comigo para disputarem eleições tendo em mente o bloco bolivarista latino americano.

        Eles eram jovens e estão vivos. De forma que essa guerra vem de longe, é pré-Hugo Chaves e claro com a morte dele o movimento enfraqueceu-se de um jeito que agora parece que não tem jeito.

        Certo fique sendo que eles também só pregaram ideologia mas a fome e a miséria do povo prosperaram soberbamente. 

       Vejo uns pregadores simplistas dando informações deturpadas a respeito disso porque sua visão é anti bolivarista. Vejo outros também agindo assim por conta de sua perspectiva bolivarista dos fatos. 

        Mas ambos são divergentes entre si e os fatos bons de uns que suplantam os fatos bons dos outros marcam um tempo de ataque persa nunca visto nem imaginado. O centro do poder não dialoga, ordena; não compartilha, oprime.

          Mas no meio desses grupos está o povo com fome, desabrigado, enfermo, triste, fugindo para longe na calada da noite..... A luta diária é para fugir da morte e não para abraçar a vida. 
          
          Onde está a verdade nessa discussão econômica que usa palavras religiosas ?Quem tem interesse e coragem para dizê-la? Por que resumir a pregação a meia duzia de coisas temporais? 

          Como em Éfeso, na Venezuela hoje seguir Jesus é uma batalha! A luta não acaba quando a gente se converte nem quando ora; nem quando reparte o pão com algumas palavras de consolo. 

          Os verdadeiros inimigos são espirituais, as forças  que querem nos destruir querem mais que levar o nosso petróleo. Querem extirpar a nossa gente da terra. Venezuela é só uma amostra grátis do que pode vir por ai se não vestirmos a couraça da coragem e a flecha da justiça no coração.

        Mas nem você nem eu, ninguém está sozinho nessa luta. Ninguém larga a mão de ninguém. Jesus está com você e lhe dá uma armadura espiritual que ajuda a vencer todas as batalhas. 

      Quando menos esperar seus inimigos estarão caídos no chão, mil à sua direita e mil à sua esquerda e você ali firme e forte, livre do laço do passarinheiro, porque o Senhor é a força que sustenta você e a sua família.

           

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