Eu testei aquela pergunta simples com alguns amigos também. Não me custou nada, e eu começava a me sentir útil novamente. 

               Esse texto não é meu e nem da Madre Teresa de Calcutá, mas a lição pode ser proveitosa.

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        Às vezes nos inspiramos nas fontes mais improváveis.

         No início de dezembro passado eu me senti sobrecarregada. Não a mera sensação de não ser capaz de cumprir minha longa lista de tarefas. 

         Era mais como se eu estivesse fracassando em tudo e não tivesse ideia de como conciliar quatro filhos – um dos quais tinha passado por uma provação verdadeiramente horrível – trabalho, minha enorme família imediata, amigos, e, não nos esqueçamos, os preparativos do Natal. 

         Enquanto rezar oferecia calma momentânea, eu precisava de mais soluções práticas.

         Então, sendo a mãe ruim que eu estava me sentindo, desliguei-me de tudo e mergulhei na séria New Amsterdam (sim, quando tudo está desmoronando, eu tento fugir para uma série de TV). E lá, inconscientemente, encontrei a minha solução. 

         Não estou dizendo que é uma série ótima nem nada assim. Eu sei que tenho um gosto duvidoso e adoro os dramas ambientados em um hospital. No entanto, seu fator de bem-estar me estimulou a tentar algo novo. 

         E considerando o meu estado lastimável e que era quase Ano Novo, o tempo não poderia ter sido melhor.

         No programa, o jovem diretor bem-intencionado assume sua nova posição com entusiasmo. Ele quer transformar o hospital em tempo recorde. 

         Aquilo me parecia estranhamente familiar, com a minha impaciência querendo que eu resolvesse minha própria vida em apenas algumas horas.

         No episódio dois, notei que ele encontrou soluções para tudo, fazendo uma pergunta simples: “Como posso ajudar?” 

         Em meio a todo estresse, pensei comigo mesma: “Por que não? Vamos tentar!” 

        Comecei com uma irmã que estava no telefone, a cerca de 1.000km de distância. Ela estava envolvida em um projeto de trabalho e estava perdida. 

        Quando eu fiz a pergunta da série, ela ficou quieta – uma raridade na minha irmã – e depois teve uma ideia de como enfrentar a situação. Trabalho feito – e tudo que eu tinha feito foi ouvir.

       Eu testei aquela pergunta simples com alguns amigos também. Não me custou nada, e eu começava a me sentir útil novamente.

       Incentivada, decidi fazer a pergunta para minha sensível filha de 18 anos. Eu senti que esse era um terreno perigoso, já que muitas vezes eu supostamente digo a coisa errada para ela. No entanto, acertei mais uma vez. 

      Ela só queria um abraço, dar um passeio, compartilhar um café e conversar sobre o quanto ela se sentia sobrecarregada com as obrigações escolares.

      Agora tudo isso pode parecer um pouco banal, mas, ainda assim, deu bons resultados. 

      Minha lista de tarefas ainda é impressionante e, embora eu tenha exigências estressantes, não me sinto mais em pânico. 

      Ao focalizar as necessidades dos outros e não apenas as minhas, ganhei uma perspectiva diferente para minha vida, ao mesmo tempo que me sinto fortalecida.

      E minha resposta favorita ao “Como posso ajudar?” foi ajudar uma criança de Uganda. A alegria que vivi ao ajudar uma menina a estudar provou-me o quanto é importante olhar para mais longe quando estamos prontos para implodir.


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