Benedito seja O poderoso Deus é Pai do providente universo que gerou essa pessoa que chegou até nós com o nome de Beyoncé.
      que abandonou uma reunião com uma marca bilionária essa semana?   Ela foi convidada pela Reebok (umas das maiores empresas do ramo da moda do mundo) pra produzir uma linha de roupas.



      Mas quando entrou na reunião não viu nenhuma pessoa negra e questionou porque não tinha diversidade entre os funcionários da marca.  “Ninguém nessa sala reflete minha história, a cor da minha pele, de onde eu sou e o que faço” e foi embora da reunião.  Essa semana ela fechou um contrato milionário com a Adidas.   “Essa parceria é a concretização de um objetivo. Adidas é referência em criatividade. Nós dividimos uma filosofia que alia criatividade e responsabilidade social”  Beyoncé é uma das primeiras mulheres negras a comandar uma marca esportiva na historia.  RESPECT THE MAMA.

       As pessoas brancas deveriam começar a refletir o que significa ser negro nesse pais. Deveriam também começar a pensar nas situações e experiências que a cor da pele nos impõe.

      Soldados do Exército só dispararam 80 (OI-TEN-TA) tiros contra o carro do músico Evaldo Rosa dos Santos  porque dentro dele havia uma família negra. Fosse no Leblon, na Gávea, no Jardim Botânico, no Leme ou em Ipanema, bairros em que negros e negras quase sempre se fazem presentes na condição de domésticas, babás, porteiros, entregadores, flanelinhas, engraxates e outras funções de menor prestigio social, tamanha barbárie jamais teria acontecido.

      O racismo é fator estruturante da nossa sociedade. É ele que determina quem vive e quem morre, quem manda e quem obedece. O racismo separa, segrega, humilha, adoece, mata.

     Sendo assim, não é uma questão que deve ser tratada somente por nós negros. Combater o racismo é uma obrigação, é um dever moral, também dos brancos, beneficiários dessa estrutura perversa que molda o Brasil.

     Não há mais tempo para o silêncio, para a omissão. Há um verdadeiro genocídio em curso nesse país.

     Que ninguém se esqueça: quem cala, consente.


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