Só vale a pena viver por um ideal pelo qual vale a pena morrer. O nosso próposito na vida é encontrar um propósito glorioso. Algo pelo qual vale a pena nos esforçar agir na maior intensidade; para nos dedicarmos a esse  propósito com todo o nosso coração e com toda nossa alma. 




O que significa viver com propósito? Penso muito nisso e poucas vezes me sinto impelido a acreditar que eu realmente sei. Mas, e você? será que sabe?
Gostaria de fazer uma breve referência ao insigne presidente americano John Kennedy, um dos homens mais influentes do século passado. Seu assassinato, em pleno mandato presidencial, causou uma comoção nacional semelhante sem precedentes.
          Não existe – e nunca vai existir – um povo no mundo preparado para perder um herói no auge da sua glória. Aqui vimos como foi o enterro de Tancredo Neves, a tragédia com Ayrton Senna. É um trauma nacional que leva muitos anos para ser cicatrizado.
Kennedy está nessa história por duas razões. Primeiro, gostaria de citar uma de suas frases mais famosas: “Esforço e coragem não são suficientes sem propósito e direção”, afirmou categoricamente. E, segundo, porque sua história nos oferece grandes lições de um cidadão vivendo segundo seu propósito de vida.
Os exemplos de Kennedy e Senna têm muito a nos ensinar. Cada um à sua maneira, eles não apenas viviam por viver. Eles tinham uma razão para viver, que transcendia suas próprias vidas. Senna estava sempre em busca de explorar os limites do corpo humano e da engenharia mecânica, perseguindo a perfeição em cada curva e cada ultrapassagem que fazia em seu carro de Fórmula 1 contribuindo para que também os envolvidos evoluíssem para atender a demanda evolutiva da disputa entre a máquina e o piloto genial.


Já Kennedy passava os dias articulando como líder mundial e levando esperança a seus compatriotas num dos momentos mais incertos do País, a Guerra Fria contra a União Soviética.
Temos em cena dois heróis eivados de propósito. Um homem da política, um homem do esporte. É difícil imaginar duas figuras mais diferentes e, ainda assim, mais iguais. Ambos unidos pela paixão em extrair o melhor de si, em levar suas virtudes ao mais alto grau de excelência.
Isso, talvez, represente a essência do que é viver com propósito: encontrar um talento e direcioná-lo para um objetivo respeitável bem escolhido, a fim de ser útil para os outros produzindo uma obra capaz de deixar marcas no mundo e na vida das pessoas.
Nem há tanta necessidade de ser algo tão extremo como os exemplos de Kennedy ou Senna. Você pode ser um enfermeiro, um faxineiro, uma artista, um cineasta, uma fotógrafa, um cozinheiro; um marceneiro; uma voluntária uma liderança local; ou seja lá o que quiser.
Não vem ao caso se você toca a vida de mil, ou meia-dúzia, ou um milhão de pessoas. O importante é investir o seu talento e a sua paixão em fazer a diferença. Procurar um “porquê” para lhe guiar em suas ações e decisões.
          O propósito, a razão clara porque fazemos umas coisas e não fazemos as coisas é a linha tênue que determina o coração feliz do infeliz. Esse “porquê” é a diferença sutil, porém monumental, entre “sobreviver” e “viver”. E vamos ser sinceros? Qual dos dois andamos fazendo você eu?

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