O elogio é perfeito se for com palavras, ditas ou escritas. Precisa de contexto e de intenção, para que possa viajar da alma de quem o produz até a alma de quem o recebe.



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         As pessoas andam tristes, com medo e desconfiadas. Já se acostumaram a mirar com lentes de aumento o defeito das outras pessoas. 

          Em troca disso incorporam stress, angústia, pânico, sindromes de todos os tipos de males e a cruel depressão. Andar sozinho sem confiar em ninguém, sem procurar nada de louvável naqueles e naquelas que vivem ao nosso redor é uma auto crucificação, que se faz o tempo todo, nas mais diversas oportunidades. 

        É bem perigoso viver assim, calcado nessa demonização do próximo e pela racionalização impiedosa da vida, dos fatos.

        Parece que os poetas morreram todos e caíram no esquecimento, não há mais quem mire as virtudes, os dons, os carismas, a boa vontade daqueles que procurar guia-se  pelas emoções. 

        Não há lucro em reconhecer o valor alheio, pelo contrário, a cada uma pessoa que enaltecemos parece que nos diminuímos a nós diante da ganancia de vencer os outros para levar mais vantagens materiais ou para satisfazer a nossa necessidade de não deixar por menos.  tende a parecer errado na sociedade moderna.

       Quantas vezes você já  foi considerado “fraco” por ser essa pessoa que expressa sentimentos pelos outros? Que acha bom elevar o próximo, ressaltar suas qualidades, dar valor a quem tem?

        Você é o diferencial. Muitos precisam nessa vida encontrarem-se com você; porque precisam ouvir as suas palavras de incentivo, precisam abraçar o seu corpo no afã de carregar a sua vibração; querem apenas trocar ideia e talvez até para lhe darem um olhar profundo de carinho e gratidão. 

      O elogio é como dinheiro, só recebe quem dá. Mas as relações estão se tornando tão impessoal que tem gente acreditando que para alcançar sucesso profissional, pessoal e social é preciso agir sempre de forma racional, fria, mecânica, objetiva e, claro, bem previsível.

      Acontece que esse perfil limita as pessoas ao tamanho do curral que podem comprar e dos animais que consegue dominar ali dentro do cerco. Elas não conseguem ser criativas, estão, por opção ou por ignorância,  limitadas  na utilização da autenticidade, sem condições energéticas de serem elas mesmas.

     Para que figurões e figuronas do mundo corporativo pudessem aceitar fazer elogio aos outros, o pessoal de RH começou a chamar isso de  “feedback positivo”. Ai parece chique. 

     O feedback positivo, então, no falar deles não é exatamente o nossos velho e bom elogio, que de primeiro parte da espontaneidade, da sinceridade, da vontade pessoal e intransferível de enxergar o outro e abençoá-lo com a mais linda palavra amiga de reconhecimento ao que ele é, ao que de bom conseguiu realizar. O

      O feedback positivo deles nada mais é do que recomendar que se troque uma sugestão ou um conselho em função da produtividade e lucratividade, visando forçar o individuo a se enquadrar nos objetivos e metodologias da corporação, seja ela qual for, inclusive religiosa ou filosófica. 

       O resultado é que tanto o locutor quanto o interlocutor caem no vazio. O tal feedback positivo gera sempre reação negativa, má vontade, por ser uma forçação de barra ou quebra de braço, propulsores de desconfiança. 

      Ao contrário do elogio que é pueril praticamente mas extremamente encantador, os conselhos mesmo em forma de feedback positivo todos pensam na hora e com repugnância, reportando-se obrigatoriamente ao velho conceito de que "conselho, se fosse bom, ninguém dava, vendi em farmácia."

      Mas tudo bem, mantendo-se as boas regras da convivência social, suponhamos que você queira dar um feedback positivo a alguém, seja no trabalho, seja na sua vida pessoal, isso deveria soar natural, sim. Mas será por que isso não tem sido assim? 

      Por que o ato de elogiar parece manifestar sentimentos menores como medo, insegurança, baixo estima  e ansiedade, revelando fragilidades pessoais?

      Afinal de contas, tradicionalmente, o ato de elogiar alguém, significa no dicionário: "julgamento favorável que se exprime em favor de alguém". Portanto, se o julgamento é baseado naquilo que quem o exprime tem como verdade, ou seja, é pessoal, intransferível, todos estão livres para o fazer com o coração e com toda emoção, por quem assim o desejar.

     Acontece que o mundo em que vivemos, tem treinado as pessoas através do “reforço negativo” para não expressarem seus sentimentos nem as suas emoções, e isso nos tem constituído um dos nossos maiores problemas.

      O nosso corpo é biologicamente preparado para reagir física e psiquicamente aos estímulos do ambiente. A emoção é uma reação “lógica” e necessária para a saúde energética, física e mental do indivíduo. Quando somos “forçados” a deixar de fazer algo que é natural, estamos abrindo portas para que a ansiedade, a depressão e outras doenças invadam o nosso corpo, alma e coração.

      Elogiar e ser elogiado faz parte de um processo muito bonito de estimular no outro e receber do outro aquilo que ambos temos de melhor. Esse ato generoso e compensador, em contrapartida, nos ensina também a receber e a ser gratos pelo que nos oferecem quando nada pedimos.

      Essa gratidão de quem faz e de quem recebe um elogio é tão positiva, tão transformadora que influencia diretamente (enquanto reforço positivo) na autoestima um do outro.

      Essa energia positiva alimenta as necessidades primárias do ego de segurança e aceitação, auxilia no empoderamento pessoal para que as pessoas possam ir em busca dos seus sonhos e lutem por aquilo que desejam ser e alcançar, seja na vida pessoal ou profissional.

     O elogio é um ato de amor, cheio de uma verdade autêntica e precisa ser feito de alma, pois vai conversar direto com outra alma. Seu impacto é natural e não pode ser medido, mas a ausência dele abre um vazio no peito, seja na relação pai e filho, seja na relação líder e liderado, seja entre conjuges, seja entre amigos. Devemos elogiar até mesmo quando as coisas vão bem. "O que hoje está tão bom que pode melhorar?"

     O elogio precisa ser feito com palavras, sejam elas ditas ou escritas. Precisa de contexto e de intenção, para que possa viajar da alma de quem o produz até a alma de quem o recebe.

     Quando não sabemos o que o outro pensa a respeito de como nos comportamos ou das coisas que fazemos, deixamos um espaço para construirmos fantasias e fantasmas, baseados nas nossas crenças. Isso faz com que passemos a acreditar que o que somos nunca é o suficiente, que não somos bons o bastante.
  
     Quando não sabemos o que o outro pensa a respeito de como nos comportamos ou das coisas que fazemos, deixamos um espaço para construirmos fantasias e fantasmas, baseados nas nossas crenças. Isso faz com que passemos a acreditar que o que somos nunca é o suficiente, que não somos bons o bastante.Este impacto é muito forte principalmente para as crianças em fase de desenvolvimento psicológico, na convivência matrimonial e até na relação hierárquica dentro das organizações

     Sendo assim, pense em elogiar mais e em aceitar de boa vontade os elogios que receber. Agradeça o reconhecimento e analise se você merece mesmo aqui ou está apenas vendendo uma imagem virtual. 

     Sou terapeuta justamente para ajudar pessoas que ficaram no esquecimento na hora de serem valorizadas e por isso não conseguem  expressar sem medo o que pensam e sentem,. 

     Todos podemos fazer maravilhas tendo boas intenções, desejos sinceros e palavras doces. Nosso destino é tocar almas e corações e assim recebermos gloriosamente de volta a energia positiva que é dar a alguém algo que por mais que haja reciprocidade nunca será bem pago, embora recebamos com imensa gratidão.
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Além do meu livro, inspirei-me aqui num post de

Jackeline Leal
CRP 16/1585
Psicóloga Clínica, Pós Graduanda em Psicodrama pelo IDH/RS,
Coach de Carreira e Negócios e conta com
mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento de pessoas em Vitória/ES.




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