As pessoas de coração maldoso não são autênticas consigo mesmas, e por isso também não conseguem ser com os outros. Inventam mentiras que as beneficiam e as ajudam a apoiar sua vida de fachada, sua existência virtual calcada na aparência de alguém que ela não é nem deseja ser.





De um tempo para cá, se alguém me pergunta o que é amar, tenho a resposta na ponta da língua, uma coisa que aprendi reassistindo com dona Vilma,  o desenho infantil Frozen. 

“Amar é colocar a necessidade do outro antes da sua”, diz a romântica Rainha Elsa de Arendelle, ou a Rainha da Neve.

Ela é a incrível deuteragonista deste mágico filme de animação da Disney produzido e 2013, o Frozen: Uma Aventura Congelante.

Elsa e Arendelle é a irmã mais velha da princesa Anna, e a próxima na linha para o trono de Arendelle, até que seus poderes sobre o gelo e a neve levou-a a tornar-se a famosa rainha da neve.

Também faz parte do encanto desse espetáculo cinematográfico a voz da dubladora Idina Menzel, que nos conduz de forma bem leve e contundente a entender as intenções da cena.

Estamos falando de amor ágape, amor doação, portanto amor cristão, em que a Rainha se coloca no lugar do seu amado: “Amar é colocar a necessidade do outro antes da sua”

Numa produção da Disney, portanto, que pesquisa tudo que tem que aparecer para vender bem no mercado, nada de tão novo.

Mas já um começo, um bom começo, uma vez que milhões de crianças e afins ouviram no entretenimento algo essencial ensinado por Jesus em Mateus 7: 12: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; Como quereis que as pessoas vos tratem, assim fazei a elas da mesma maneira”.

Acha loucura, sim, parece aos tolos, aqueles que cuidam do que é passageiro como se fosse eterno; buscam mais fraqueza como se fosse força e o bem material como se não precisasse do espiritual.

Existem pessoas do bem, que se esforçam por manter vivo algum propósito de vida, para, quem sabe, deixar um bom legado e serem pontos de luz na sublime energia da constelação sistêmica nesta e nas gerações que advirão.

No entanto, nem todos reconhecem essas pessoas pelo que realmente são. Existem aqueles que não conseguem encontrar o próprio propósito e a própria luz, e por isso tratam aqueles ao seu redor com falsidade e negatividade. 

Nada é mais importante do que alguém de bom coração, que saiba amar como no Evangelho aplicado sabiamente nesta cena do Frozen.
 
Pessoas que não amam geralmente até parecem muito gentis e cuidadosas à primeira vista, mas em seu interior são egoístas, pensam em obter vantagem em tudo o que puderem e têm intenções ruins.

Dai que suas gentilezas em geral não resistem ao menor teste. Porque elas são presas por seu próprio mundo, pensando apenas em si mesmas e no que podem tirar dos outros, do mundo e do universo. Sabem sugar e são frias porque na verdade  não acreditam no amor.

Não são capazes de entender que estamos todos em unidade. Jamais sentem que somos todos uma grande alma coletiva que gira com vibrações e troca de energia, tudo quanto existe ou possa vir a existir.

Ao invés disso, pensam que estão contra o mundo e que para serem felizes, todos os outros têm que sofrer, para serem bem sucedidas os outros ser amargados no fracasso.

Estas pessoas têm o coração maldoso e o relacionamento com elas nos prejudica em todas as áreas da vida e nos impede de evoluir, terminamos por entender, por bem ou por mal.

Todos temos o direito e o dever de evitar a convivência com pessoas maldosas, ou minimizar ao ínfimo tempo possível, pois quando menos esperamos verificamos esse comportamento em alguém próximo, quase sempre na própria família.

Por exemplo, as pessoas maldosas,  sempre distorcem tudo aquilo que ouvem de você de tal maneira que o torne sempre culpado ou errado. Elas enxergam esse comportamento delas como força pessoal e arma para conseguirem vantagem, o que fará as pessoas duvidarem ou perderem a confiança em você.

As pessoas de coração maldoso não são autênticas consigo mesmas, e por isso também não conseguem ser com os outros. Inventam mentiras que as beneficiam e as ajudam a apoiar sua vida de fachada, sua existência virtual calcada na aparência de alguém que ela não é nem deseja ser.

Por isso, elas nunca reconhecem as próprias responsabilidades pelos erros cometidos ou por suas ações que tomam rumo inesperado.

Ao invés disso, culpam você por suas falhas, pois defendem/acreditam que tudo o que fazem está sempre certo, embora sempre saibam que não.

As pessoas de coração maldoso são aquelas que a Bíblia chama de possuidores de um coração de pedra, coração duro, criaturas de dura cervis, incapazes de qualquer coisa que não seja de interesse próprio.

Essas pessoas sabem que suas atitudes machucam aqueles ao seu redor, mas mesmo assim não conseguem se sentir mal por isso. Na realidade, elas não se importam nem um pouco com as consequências que você sofre. Se você é sua única fonte para conseguirem algo, vão  usá-lo sem nenhuma piedade.

        Parece que as pessoas de mau coração sentem prazer em vê-lo  infeliz. Por esse motivo, omitirão informações que possam despertar alegria em seu coração e lhe dirão apenas coisas que despertam sentimentos tristes e negatividade.

Essas pessoas só aceitam enxergar as coisas que lhe são convenientes. Se algo está andando contra seus planos, mesmo que alguém esteja conseguindo coisas boas com isso,  elas vão distorcer a realidade para que o jogo vire a favor delas. 

Isso também consta do roteiro do Frozen através do personagem do Príncipe Hans das Ilhas do Sul, o principal antagonista, que faz um papel claramente inspirado no mito grego de Narciso.

Pessoas de coração duro, de pedra ou de gelo como no Frozen, que não conseguem enxergar que as sua necessidade pode precisar ser atendida antes delas.  Nunca vão colocar uma azeitona na sua empada; são tóxicas e não devem ter um espaço em sua vida, pois suas boas intenções nunca serão boas o suficiente para fazer com que elas mudem seu padrão de comportamento.

Diz o roteiro oficial da Disney: "Inteligente e cavalheiro, Hans é o filho mais novo de uma grande família de nobres. O rapaz, que sempre se sentiu meio invisível, viaja para a coroação de Elsa em Arendelle e logo irá se identificar com a jovem Anna! Voz original de Santino Fontana, eu gosto muito do trabalho dele.

Frio, calculista e rápido, Hans é um príncipe diabólico com fome de admiração, poder, obediência e honra. Sendo o irmão mais novo de treze príncipes, Hans passou uma parte de sua vida sendo ignorado e tratado de forma injusta, algo que ele revela a Anna durante sua primeira noite juntos. Este abuso provavelmente levou à transformação de Hans como um vilão ao longo do tempo. 

Embora pareça nobre em toda a extensão, Hans é apenas um mestre manipulador, não se importando com ninguém além de si mesmo. Através de seu charme e carisma por si só, é capaz de enganar tanto Anna quanto Elsa, bem como todo o reino de Arendelle, a realeza e seus visitantes, proporcionando uma excelente prova de seu poder de manipulação.

 Como todo vilão, Hans é  sedento de poder, por isso de boa vontade visita o Castelo de  Arendelle para assassinar a rainha Elsa e governar o reino casando-se  com a irmã caçula dela,  Anna, revelando o seu único desejo de se tornar o rei dos dois reinos.

  Para alcançar esse nível de domínio real, Hans  não se importa de matar  alguém que o ama e admira, porque acha  isso normal e necessário para poder conseguir satisfazer sua insana fome de poder e glória. 

Convenhamos que isso  faz dele um dos vilões mais malvados da Disney.  No entanto, sua manipulação as vezes também pode servir como um erro, como Elsa e Kristoff não acreditaram no amor dele por Anna.

Ele parece ser bastante arrogante, rindo e sorrindo para si mesmo, enquanto revela seus planos sujos para Anna, como ela está morrendo de frio bem diante de seus olhos.

 É claro que a meta de Hans para governar como rei foi uma provável forma para ganhar o amor e a admiração que ele nunca teve, depois de ter ficado tantos anos nas sombras de seus irmãos. A confirmação disto é vista durante a traição de Hans, onde ele diz a Anna que ele vai ser o herói que salva Arendelle da destruição, uma vez que Elsa estará morta, mostrando empolgação para o louvor que se aproxima. 

Ele também é muito abusivo, embora verbalmente mais do que fisicamente, como ele constantemente atormenta Anna e Elsa através de suas palavras depois de seu lado obscuro ser revelado. 

Exemplo disso pode ser visto quando ele e Anna estão na sala de estar, e o príncipe provoca constantemente a princesa, bem como no fiorde durante o confronto com Elsa, como Hans decide colocar Elsa em um sofrimento eterno, dizendo a ela que Anna morreu.

O mais poderoso traço de Hans é possivelmente a sua vasta inteligência e incrível capacidade de mentir. Ele provou ter raciocínio rápido, ser engenhoso e extremamente diligente, sendo capaz de enganar todo o reino, sem falhar, até mesmo o Duque de Weselton, de quem Hans tem inveja e sente aversão muito grande, que parece aumentar ao longo do filme.

Além disso, ao contrário de muitos vilões da Disney, Hans constantemente muda seu plano de acordo com os eventos que ocorrem no filme, principalmente devido a Elsa e sua natureza mágica recém-revelada.

Há muitas pessoas como esse príncipe,  de coração congelado entre nós, muito mais do que detectamos. "Você é lindo", foi a primeira impressão de Anna ao olhar para Hans.

Se na vida real nem sempre histórias terminam assim, ao menos no Frozen, em pouco tempo, observando as ideias e comportamento daquele Príncipe egoísta, a rainha frágil mas leoa logo mudou, dizendo assim diante da montanha de gelo e dentro do castelo congelado:

"O único coração congelado aqui é o seu".

E esta foi a última impressão da princesa Anna sobre Hans, igual às das relações que conhecemos, que terminam sempre com semelhantes conclusões.

Estar diante de pessoas falsas, medíocres, excessivamente autocentradas e narcisistas é a pior realidade que podemos dar a nós mesmos. 

Mas disso ninguém pode se livrar, dizem que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.

 Nosso destino aqui na terra é viver alegres e felizes. E as pessoas com quem nos relacionamos fazem parte da base na construção dessa performance ideal.

 Para viver da forma mais autêntica e iluminada que puder, para buscar a plenitude e o gozo, afaste-se de pessoas como o príncipe Hansn, que tem o coração maldoso e só pensa em si mesmo.  E, sem propósito nobre, vive correndo atras do vento.

 Você não é objeto, você é sujeito; não merece mentiras e manipulação, merece ser feliz e radiante! Assim Deus o abençoará na vida com frutos cem por um multiplicando a sua capacidade de amar, amar, amar – ao ponto de seguir sempre  acreditando no amor.

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